- Romeu Zema, pré-candidato do Novo, criticou Flávio Bolsonaro em evento na Faria Lima, dizendo estar “indignado” com ligações do adversário a banqueiro Vorcaro.
- Ao ser questionado sobre alianças, Zema sinalizou que poderia trabalhar com Ronaldo Caiado, ressaltando que negociações partidárias devem ocorrer próximo das convenções, em agosto.
- O ex-governador de Minas apresentou linhas do seu eventual governo, com foco em cortes de gastos, redução de cargos no setor público e combate à ineficiência administrativa.
- Sobre programas sociais, Zema disse que manteria o Bolsa Família, mas com revisão para evitar fraudes, e defendeu qualificação profissional e privatização da Petrobras.
- Em relação ao segundo turno, disse que qualquer candidato da direita deve unir forças contra Lula, ressaltando que é ficha limpa e que não terá ganho real no salário mínimo, mantendo o ritmo de contenção fiscal.
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, criticou Flávio Bolsonaro durante encontro com investidores na Avenida Faria Lima, em São Paulo, nesta terça-feira (26). O ex-governador de Minas detalhou propostas de redução de gastos e sinalizou abertura a alianças, incluindo com Ronaldo Caiado, do PSD, em eventual chapa.
O evento, promovido pela Genial Investimentos, reuniu clientes interessados na viabilidade de um governo de combate à corrupção e ao gasto público excessivo. Zema afirmou que manterá um eixo de austeridade fiscal e maior eficiência administrativa, metas de seu histórico administrativo.
Ele ressaltou que pretende enfrentar o déficit público com cortes amplos na máquina pública, mantendo ênfase em reformas estruturais. O pré-candidato disse que o ajuste fiscal pode impactar juros, investimentos e crédito, em linha com sua visão de governança mais responsável.
Caminho político e alianças
Zema afirmou que é possível pensar em coalizões, citando Caiado como possível parceiro, caso haja convergência de propostas. Questionado sobre uma eventual aliança com Michelle Bolsonaro, ele disse que tudo é negociável na política, mas enfatizou que Flávio Bolsonaro é o nome da oposição no momento.
O ex-governador também destacou divergências com o modelo atual do atual governo e frisou a experiência administrativa de dois mandatos em Minas. No entanto, manteve o foco na necessidade de unir a oposição no eventual segundo turno contra Lula, sem avançar em detalhes sobre composição de chapa.
Propostas econômicas e sociais
Entre as medidas apresentadas, Zema defendeu cortar gastos públicos e reduzir a burocracia. Comentou sobre possível revisão de programas sociais, mantendo foco em quem realmente precisa, com maior foco em qualificação profissional.
Sobre a Petrobras, o ex-governador defendeu privatizações parciais, argumentando que o setor privado administra melhor as empresas e que o Estado não deve ter controle total, para evitar influência política. Também abriu espaço para avaliação de reformas administrativas e previdenciárias.
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