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5,1 milhões deixam o Bolsa Família desde 2023

Ministério afirma que 5,1 milhões de beneficiários deixaram o Bolsa Família desde 2023 ao aumentarem a renda, saindo da pobreza

Brasília (DF) 27/05/2026 - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Desde 2023, 5,1 milhões de beneficiários deixaram o Bolsa Família, totalizando cerca de 15 milhões de pessoas que saíram da pobreza.
  • O ministro Wellington Dias afirmou que a maioria saiu para aumentar a renda por meio do trabalho.
  • As declarações foram feitas no programa Bom Dia, Ministro; Huck havia sugerido permanência eterna no programa.
  • Estudos citados indicam que cerca de 70% da primeira geração saiu da pobreza, com o IDH do Brasil em 0,805, classificado como muito alto.
  • 5,9 milhões de cadastros no Cadastro Único atuam como microempreendedores, e 1,3 milhão já empregam alguém; o programa também exige contrapartidas em saúde e educação.

De acordo com dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, 5,1 milhões de beneficiários deixaram o Bolsa Família desde 2023 após elevarem a renda familiar. O número, segundo o ministro Wellington Dias, corresponderia a cerca de 15 milhões de pessoas que deixaram a situação de pobreza.

Dias participou do programa Bom Dia, Ministro, da EBC, nesta quarta-feira, para apresentar os dados e rebater críticas ao programa. Ele destacou que a maior parte dos beneficiários busca aumentar a renda e deixar o programa por meio do trabalho.

A fala do ministro ocorreu após comentários do apresentador Luciano Huck, que sugeriu que parte dos beneficiários gostaria de permanecer no programa de forma permanente. Dias afirmou que esse tipo de visão perpetua preconceitos contra a população de baixa renda.

Impacto sociocultural e educacional

O ministro citou estudos nacionais e internacionais para defender os resultados do Bolsa Família. Levantamento da FGV com o Banco Mundial aponta que cerca de 70% da primeira geração de beneficiários saiu da pobreza, principalmente via educação. Dados do PNUD indicam melhoria nos indicadores sociais do país.

Dias ressaltou que o Brasil alcançou IDH de 0,805 e voltou ao grupo de países com desenvolvimento muito alto, atribuindo parte do ganho ao Bolsa Família, segundo a leitura dele.

Empreendedorismo entre beneficiários

Outro ponto destacado foi o crescimento do empreendedorismo entre quem está no Cadastro Único. Dados do Sebrae mostram 5,9 milhões de cadastrados atuando como pequenos empreendedores. Muitos abriram negócios próprios, como mercadinhos e salões, e parte já emprega pessoas que antes faziam parte do programa.

Dias afirmou que cerca de 1,3 milhão de pessoas hoje empregam alguém que, até pouco tempo, trabalhava dificuldade associada ao Bolsa Família.

Avanços na mobilidade social

O ministro disse ainda que mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do programa. Ele descreveu o Bolsa Família como um modelo brasileiro de transferência de renda amplamente estudado internacionalmente, com aplicação em aproximadamente 140 países.

Regras de participação

Por fim, Dias destacou que o acesso ao benefício depende de contrapartidas nas áreas de saúde e educação. As exigências incluem acompanhamento médico, vacinação, matrícula escolar e frequência regular dos estudantes, para que a transferência de renda tenha efeito a longo prazo.

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