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Ação no TSE contra cinebiografia de Bolsonaro é censura prévia, afirma Girão

Girão acusa censura prévia no TSE ao pedir suspensão da cinebiografia Dark Horse, citando impacto na produção audiovisual e críticas aos decretos da internet

Em discurso, à tribuna, senador Eduardo Girão (Novo-CE).
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  • O senador Eduardo Girão criticou, no Plenário, ação ao Tribunal Superior Eleitoral que pede a suspensão da cinebiografia Dark Horse sobre Jair Bolsonaro até o fim das eleições de 2026.
  • A ação é assinada pelo grupo de advogados Prerrogativas e pelo deputado Rogério Correia, que pedem investigação sobre o financiamento do filme e alegam propaganda eleitoral antecipada disfarçada de obra audiovisual.
  • Girão disse que a medida representa censura prévia e que tende a repetir proibições de produções ocorridas durante a campanha de 2022.
  • O senador também atacou decretos do governo Lula que atualizam o Marco Civil da Internet, ampliando a responsabilidade das plataformas na remoção de conteúdos criminosos e na prevenção de fraudes.
  • Segundo ele, a justificativa é combater violência contra mulheres e crimes virtuais, mas, na prática, seria censura nas redes; citou a ANPD, que ganhou status de agência nacional em 2026, como parte do que chamou de “Ministério da Verdade”.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, nesta quarta-feira (27), uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) movida pelo grupo de advogados Prerrogativas e pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). O objetivo é suspender a exibição da cinebiografia Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, até o fim de 2026. A peça sustenta que haveria financiamento suspeito e caracteriza propaganda eleitoral antecipada disfarçada de obra audiovisual.

Segundo Girão, a proposta representa censura prévia e tenta impedir a veiculação de documentários. Ele apontou que esse movimento remete a antigas práticas de censura e afirmou que a medida é motivada por disputas políticas em curso no país.

Em tom crítico, o senador também comentou decretos do governo que atualizam o Marco Civil da Internet. Alega que as mudanças ampliam a responsabilidade das plataformas na remoção de conteúdos criminosos e na prevenção de fraudes e violência.

Críticas aos decretos de regulação de plataformas

Os decretos, em discussão durante o governo, ampliam atribuições da ANPD para fiscalização de conteúdos online. A defesa sustenta que as medidas visam combater violência contra mulheres e crimes virtuais, mas Girão afirmou que a justificativa esconde o objetivo de censura das redes sociais.

A ANPD, criada para monitorar a proteção de dados e conteúdos, ganhou novo status de agência nacional em 2026, segundo as informações apresentadas. A discussão envolve impactos sobre liberdade de expressão e fiscalização online, com repercussões políticas.

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