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Biden processa Departamento de Justiça para impedir divulgação de áudios

Biden processa o Departamento de Justiça para impedir divulgação de áudios de conversas com o biógrafo, antes da divulgação prevista à Câmara e à Heritage Foundation

U.S. President Joe Biden attends the G20 Summit leaders meeting in Rio de Janeiro, Monday, Nov. 18, 2024. AP Photo/Eraldo Peres
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  • Joe Biden processou o Departamento de Justiça para impedir a divulgação de áudios e transcrições de conversas privadas com seu biógrafo, registradas entre 2016 e 2017.
  • A ação, apresentada em tribunal federal de Washington, ocorre antes da divulgação prevista para 15 de junho à Comissão Judiciária da Câmara e à Heritage Foundation.
  • A Heritage Foundation pediu os arquivos após usá‑los na investigação de 2023 do promotor especial Robert Hur sobre o manuseio de documentos sigilosos; Hur decidiu não apresentar acusações.
  • O processo alega que o Departamento de Justiça resistiu a pedidos de FOIA e que a divulgação pela Câmara seria uma manobra para contornar leis federais; pede que o pedido da comissão seja declarado pretexto e inválido, e que a divulgação seja impedida.
  • O porta‑voz do governo afirma que houve interesse em esconder evidências de possível declínio cognitivo de Biden desde 2016; Ducklo, porta‑voz de Biden, diz que as gravações não atendem a interesse público e que há motivação política.

Joe Biden processa o Departamento de Justiça para impedir a divulgação de gravações de áudio e transcrições de conversas privadas realizadas com seu biógrafo, em 2016 e 2017, em Washington.

A ação envolve a Heritage Foundation, a Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes e o FBI. O processo aponta resistência do DOJ a liberar os materiais, sob justificativa de confidencialidade.

O recurso foi apresentado em um tribunal federal de Washington, antes da divulgação prevista para 15 de junho. Os materiais devem ser entregues a pedido da Heritage Foundation e da comissão da Câmara.

Segundo o processo, o DOJ relatou resistência à liberação, citando uma interpretação da Lei de Liberdade de Informação até que Donald Trump retornasse à Presidência. O manejo dos arquivos esteve ligado a uma investigação de 2023.

O caso detalha que as gravações foram usadas no livro de memórias de Biden, publicado em 2017, na fase em que ele era vice-presidente e cogitava disputar a Presidência, durante a doença do filho Beau Biden.

T. J. Ducklo, porta-voz de Biden, afirmou que as gravações foram fornecidas sob condição de não divulgação pública. O porta-voz afirmou que a ação tem natureza política, não transparência.

O DOJ, segundo o processo, iniciou com o objetivo de ocultar informações sobre as capacidades cognitivas de Biden desde 2016, conforme a argumentação apresentada. O governo reiterou cooperação com Hur na investigação.

No início deste mês, Biden tentou intervir em ação da Heritage Foundation para ter acesso aos materiais. Um juiz autorizou a participação de Biden, mas bloqueou contestação ao pedido da Câmara.

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