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Fátima Bernardes defende fim da escala 6×1 por ser desumana

Plenário vota PEC que encerra a escala 6x1, reduzindo de 44 para 40 horas semanais e dois dias de folga, beneficiando até 37 milhões de trabalhadores

Fátima Bernardes defende fim da escala 6x1
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  • A comissão especial da Câmara aprovou o parecer que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de folga.
  • A PEC para proibir a escala 6×1 passou com 34 votos a favor e 4 contrários e ainda precisa ser votada pelo plenário, que pode ocorrer ainda hoje.
  • A aprovação no plenário depende de pelo menos 308 parlamentares em dois turnos.
  • A apresentadora Fátima Bernardes defendeu o fim da escala 6×1 em participação no Sem Censura, apontando que a escala 5×2 é mais humana.
  • O governo afirma que a medida beneficiará pelo menos 37 milhões de pessoas, enquanto a oposição diz que o custo recairá sobre os trabalhadores.

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, o parecer sobre a PEC que prevê o fim da escala 6×1, ou seja, a proibição de trabalhar seis dias seguidos sem folga. O texto propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e incluir dois dias de descanso.

O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 votos a favor e 4 contra. Agora, o relatório precisa passar pelo plenário ainda hoje para seguir ao Senado. A expectativa é que a PEC seja votada em dois turnos.

A medida é tratada como prioridade do governo federal, que argumenta ganhos para a família, o lazer e a produtividade. Segundo o governo, cerca de 37 milhões de pessoas devem ser beneficiadas diretamente.

Fátima Bernardes defende o fim da escala 6×1 em participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. Ela avaliou que a escala 5×2, com dois dias de folga, seria mais humana para trabalhadores com jornadas de 9 horas.

Ela disse ainda que o tempo adicional para a família, descanso e aperfeiçoamento profissional é essencial. A apresentadora citou a dificuldade de deslocamentos e o impacto na qualidade de vida como argumentos a favor da mudança.

Críticos da PEC afirmam que a redução de jornada pode trazer custos para empresas e empregos, apontando que a “conta” seria arcada pelos trabalhadores. O debate envolve propostas de ajustes e consensos no Congresso.

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