- Flávio Bolsonaro retorna ao Brasil para retomar a agenda de viagens e buscar mitigar a crise Master após ter conseguido foto com o presidente Donald Trump.
- A estratégia é realizar um ato político em Curitiba, no fim de semana, para o lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná, ao lado de Deltan Dallagnol e Filipe Barros.
- A ideia é usar a dobradinha Moro/Dallagnol como escudo político contra acusações de corrupção associadas ao caso Vorcaro.
- A Polícia Federal segue as investigações da operação Master, e aliados acompanham a possibilidade de desdobramentos envolvendo o ex-governador Claudio Castro.
- A campanha aguarda a prestação de contas sobre cerca de R$ 61 milhões usados para financiar o filme Dark Horse, com parte dos recursos ligado ao fundo Havengate; o assunto envolve Eduardo Bolsonaro e tem sido alvo de esclarecimentos por parte de Flávio.
De volta ao Brasil, o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), volta a ampliar a agenda de viagens para Viabilizar a campanha, após a divulgação de uma foto com o presidente dos EUA, Donald Trump. A pauta é marcada pela tentativa de resgatar a imagem diante da crise Master.
A prioridade, segundo aliados, é gerar novos fatos políticos para diminuir o impacto da investigação criada pela denúncia de suposto pedido de dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio aposta em ações que mostrem força política.
Na sexta, ele segue para Curitiba para o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná. O evento terá participação de Deltan Dallagnol, ex-procurador e pré-candidato ao Senado, além do deputado Filipe Barros, que busca a reeleição.
Desdobramentos da crise Master
A estratégia é dividir o palco com Moro e Dallagnol, figura de destaque na Operação Lava-Jato, ainda vistas por parte do eleitorado conservador como símbolos da atuação contra a corrupção. Pesquisas indicam Moro liderando no Paraná, com vantagem sobre Requião Filho e Sandro Alex.
Caso a crise progrida, aliados avaliam impactos em outros cenários. A Polícia Federal continua as investigações sobre Vorcaro e a ligação com o financiamento de conteúdos, o que alimenta apreensão sobre desdobramentos envolvendo o ex-governador Claudio Castro (PL).
Também há expectativas sobre a prestação de contas que Flávio prometeu apresentar em até 15 dias a partir da semana passada. O montante de cerca de 61 milhões teria financiado o filme Dark Horse, com parte do dinheiro no fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto. A PF investiga uso dos recursos em despesas no exterior. O senador nega as alegações.
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