- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se há petróleo na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
- A Petrobras recebeu a autorização do Ibama em outubro do ano passado para a prospecção e a perfuração iniciou-se, com previsão inicial de cinco meses de estudos.
- Ambientalistas criticam o projeto devido a riscos ao meio ambiente, apontando recife de corais próximo e áreas indígenas no Amapá.
- Lula afirmou que, se houver petróleo, todos os estados da Região Norte devem ser beneficiados, destacando a atuação da Petrobras como fator relevante.
- O Ibama autuou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento ocorrido em janeiro na área da Foz do Amazonas, após o licenciamento envolvendo audiências públicas e vistorias técnicas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira 27/5 que falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se há petróleo na Foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial do Brasil. A declaração foi dada em entrevista à Rede Amazônica, no Amazonas, onde Lula cumpre agenda.
A autorização para a prospecção na região foi concedida pelo Ibama em outubro do ano passado. A presidenta da Petrobras na época, Magda Chambriard, informou que as operações devem seguir critérios de segurança e qualidade técnica. A perfuração teve início logo depois, com duração prevista de cinco meses.
Lula ressaltou que, se forem encontrados poços, a região Norte deve ser beneficiada. O presidente mencionou que a expertise da Petrobras é uma vantagem para o desenvolvimento local, especialmente para o Amapá e demais estados da região.
Contexto da Margem Equatorial
A Margem Equatorial se estende da região Norte até o litoral do Nordeste, abrangendo cinco bacias. A Petrobras projeta investimentos superiores a US$ 3 bilhões na área até 2028 e a perfuração de 16 poços.
Críticas e riscos ambientais
Ambientalistas destacam riscos de danos ao ecossistema e a um recife de quase 10 mil km² na foz do Amazonas. Em fevereiro, o Ibama abriu auto de infração contra a Petrobras por vazamento registrado em janeiro, decorrente de atividade de exploração. O instituto informou que o material era uma mistura oleosa de risco moderado.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, é um dos apoiadores da exploração. O andamento dos estudos pode influenciar a relação entre Executivo e Legislativo, em meio a tensões entre Lula e o senador.
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