- Lula afirmou que a Petrobras não deve pensar apenas na empresa, mas no Brasil, citando a construção de barcaças no Amazonas como exemplo.
- Segundo ele, mesmo com custo maior, produzir no Brasil pode gerar empregos e conhecimento tecnológico.
- O presidente disse que o governo não manda na Petrobras, mas discute as prioridades do Brasil junto à empresa, com possibilidade de indicar diretores.
- Lula criticou privatizações, chamando a desestatização da Eletrobras de “maior roubo da história” do país.
- Ele questionou ganhos da privatização e pediu explicações sobre o que o Brasil ganhou com a venda da Eletrobras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a Petrobras não deve pensar apenas na empresa, mas no Brasil. A fala ocorreu durante cerimônia de anúncio de investimentos da estatal no Amazonas, na manhã desta quarta-feira.
Lula explicou que, mesmo com custos mais elevados em algumas operações, a Petrobras precisa considerar os interesses do país. Usou o exemplo de barcaças para transporte de carga para defender que o Brasil tenha prioridade nas decisões da empresa.
O chefe do Executivo disse que o governo não manda na Petrobras, mas dialoga sobre as prioridades nacionais com a empresa. Afirmou que é preciso levar em conta o que o país necessita para gerar empregos e conhecimento tecnológico.
Lula ressaltou que o Brasil é dono da Petrobras e não o contrário. Em sua visão, a construção das barcaças no Amazonas contribui para desenvolvimento regional e para a transferência de tecnologia.
Em relação a privatizações, o presidente criticou desestatizações anteriores. Contestou ganhos alegados com a privatização da Eletrobras, chamando o processo de suposto “roubo” e destacando perdas para a indústria de energia nacional.
Ele questionou também o impacto de privatizar outras empresas públicas, citando a BR e sugerindo que a venda não garantiu melhoria de gestão conforme prometido. O discurso reforçou a oposição a privatizações.
Contexto sobre investimentos e privatizações
Lula afirmou que a prioridade é equilibrar interesses públicos, tecnológicos e econômicos, especialmente em infraestrutura. O anúncio de investimentos da Petrobras no Amazonas inclui projetos que visam ampliar capacidade logística.
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