- No início de 2026, a aprovação de Lula caiu, com Quaest em março apontando quarenta e quatro por cento de aprovação e cinquenta e um por cento de desaprovação, enquanto o Datafolha mostrava menos de cinquenta por cento aprovando (37%) e mais de quarenta por cento desaprovando (40%).
- Em abril, a Quaest indicou quarenta e três por cento de aprovação e cinquenta e dois por cento de desaprovação, ampliando a tendência de queda.
- Em maio, a média de aprovação subiu para quarenta e seis vírgula quatro por cento, sinalizando estabilização e leve recuperação antes da campanha.
- Fatores que podem sustentar a recuperação incluem preços de combustíveis mais estáveis e descontos no imposto de renda, além de um noticiário mais favorável ao governo.
- A consolidação depende de três frentes: acordo no Oriente Médio que reduza pressões inflacionárias, tramitação da proposta de redução da jornada de trabalho (71% de apoio popular) e desdobramentos de investigações de corrupção que possam afetar aliados do governo.
No primeiro trimestre de 2026, a avaliação do governo caiu gradualmente, mas já mostrava sinais de reversão antes do destaque recente de um escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A leitura geral aponta que a recuperação começou a ocorrer de forma antecipada, independentemente das denúncias em circulação.
Dados de pesquisa indicam a tendência. Em março, a Quaest apontou 44% de aprovação e 51% de desaprovação. O Datafolha mostrou alta das avaliações negativas, de 37% para 40%. Em abril, a Quaest registrou 52% de desaprovação e 43% de aprovação. Em maio, a média de aprovação subiu para 46,4%.
Mudanças econômicas e o noticiário também ajudam a entender o cenário. Desempenho mais estável de combustíveis, descontos no imposto de renda e uma cobertura jornalística menos adversa contribuíram para a recuperação, ainda que o patamar de 46% seja considerado relevante para o ciclo eleitoral.
Fatores em jogo
A conjuntura externa pode influenciar a marcha de apoio ao governo. Um possível acordo no Oriente Médio, com sinalização de abertura do Estreito de Ormuz, poderia conter pressões inflacionárias durante a campanha.
Outro ponto é a tramitação da proposta de redução da jornada de trabalho, que conta com amplo apoio popular (71%) e deve passar pelo Senado, com implementação antes da campanha.
Investigações de corrupção também figuram como fator determinante. A operação Compliance Zero atingiu o ex-governador Cláudio Castro, ampliando a pressão no campo bolsonarista, enquanto novas ações judiciais podem atingir aliados do governo.
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