- Lula anunciou investimento de R$ 2,8 bilhões da Petrobras no Amazonas e afirmou que o governo buscará recuperar refinarias privatizadas, sem pagar o preço que as empresas querem.
- O presidente destacou ações anteriores de reter reflexos estratégicos, citando a retomada da Fafen na Bahia e a promessa de trazer a Fafen em Sergipe.
- Em tom irônico, sugeriu parceria entre Petrobras e a Pemex para prospecção no Golfo do México, questionando se o governo dos Estados Unidos iria se meter.
- Lula enfatizou que a Petrobras não pode pensar apenas na empresa, e sim no Brasil, ressaltando a soberania e o uso do potencial da estatal.
- Durante o discurso, criticou privatizações no setor, citando a BR Distribuidora (vendida entre 2019 e 2021) e a privatização da Eletrobras como exemplos considerados, segundo ele, prejudiciais ao país.
Durante o anúncio de investimentos da Petrobras no Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo buscará recuperar refinarias privatizadas, sem pagar preços considerados inadequados. Ele citou que já retomou a Fafen na Bahia e que pretende reacender a Fafen em Sergipe.
Lula afirmou ainda que a Petrobras não pode servir de oportunidade de lucro para terceiros, defendendo que a estatal pense no Brasil como um todo, e não apenas na empresa. O tom foi de defesa da soberania nacional sobre o setor de energia.
O presidente fez uma brincadeira com a possibilidade de aliar a Petrobras à Pemex, estatal mexicana. A menção ocorreu durante a cerimônia no Amazonas e teve o objetivo de ironizar eventuais entraves à atuação da empresa.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, foi mencionada de forma indireta na fala do presidente, que reforçou a necessidade de explorar recursos nacionais com responsabilidade econômica e social. O objetivo, segundo Lula, é usar o potencial da empresa para o país.
O governo destacou o investimento de R$ 2,8 bilhões na região como parte de uma estratégia de desenvolvimento regional e de reforço à infraestrutura. Lula criticou privatizações realizadas nos últimos anos, citando casos da BR Distribuidora e da Eletrobras.
Sobre a BR Distribuidora, o presidente questionou o ganho brasileiro com a privatização entre 2019 e 2021, sem apresentar números oficiais na fala. A referência foi usada para defender maior controle estatal em áreas estratégicas.
Em relação à Eletrobras, Lula argumentou que a privatização foi, em sua avaliação, um fato grave para o país, descrevendo-a como um episódio de vulto significativo negativo para a soberania energética. Não houve explicação detalhada de impactos econômicos.
Ao enfatizar a importância da Petrobras para a soberania, o presidente repetiu que a empresa deve atuar com visão nacional, priorizando o interesse brasileiro. A fala reforçou a defesa de investimentos públicos em infraestrutura e produção de energia.
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