- Marcola, tido como o número 1 do PCC, afirma não conhecer a influenciadora Deolane Bezerra e rebate o apelido de “Narigudo” atribuído pela polícia.
- Em nota pelo advogado Bruno Ferullo Rita, o condenado de 300 anos disse estar surpreso e indignado com as acusações da Operação Vérnix, que o indiciam por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- O caso envolve uma suposta ligação entre Deolane e o líder da facção, com aponta para uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, usada para ocultar valores ao PCC.
- A defesa sustenta que Deolane mantém relação apenas com parentes próximos de Marcola, como seus sobrinhos Leonardo e Paloma, e com o irmão Alejandro, e que o líder não reconhece nenhum vínculo com as acusações.
- Marcola permanece preso desde 1999 e está incomunicável em regime de segurança máxima desde 2019; Deolane está detida na Penitenciária de Tupi Paulista.
Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, negou conhecer a influenciadora Deolane Bezerra e rejeitou o vulgo atribuído pela polícia de Narigudo. A declaração foi veiculada por meio do advogado Bruno Ferullo Rita, em resposta à Operação Vérnix, que o indiciou por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A defesa informou que o líder do PCC ficou surpreso e indignado com as acusações que o colocam como beneficiário de um esquema de ocultação de recursos financeiros da facção. O inquérito envolve uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, conforme o material apresentado pela Polícia e pelo Ministério Público.
Ferullo relatou que Marcola esteve com o cliente em atendimento na Penitenciária Federal em Brasília no dia 25, para que o criminalista o atualizasse sobre o andamento do caso. O encontro ocorreu após a divulgação do conjunto de provas da Vérnix.
Envolvidos e estrutura do suposto esquema
A investigação aponta Everton dos Santos, conhecido como Player, como alguém com ligações estreitas com Deolane e como elo entre a influenciadora e o líder da facção. Além deles, aparecem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, Leonardo e Paloma, que está foragida na Espanha.
Segundo o inquérito, Deolane administrava 35 empresas de fachada vinculadas ao mesmo endereço, um conjunto habitacional em Martinópolis, servindo para movimentação de recursos destinados à cúpula do PCC. Deolane nega qualquer relação com Marcola e com o crime organizado e permanece recolhida na Penitenciária de Tupi Paulista.
Marcola, que está preso desde 1999 e cumpre regime de total incomunicabilidade desde 2019, afirmou que não tem relação com a transportadora mencionada. A defesa sustenta que o objetivo é provar a inocência do réu ao longo das investigações.
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