- A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou a proposta 4×3 apresentada pela oposição, afirmando que ela tenta inviabilizar o acordo sobre o fim da escala 6×1.
- A base governista trabalha para aprovar ainda nesta semana a PEC que garante dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, com expectativa de votar o fim da jornada 6×1 no plenário na sequência.
- O líder do União Brasil, Sóstenes Cavalcante, comunicou que o partido apoiará o fim da escala 6×1, mas defenderá um destaque para o modelo 4×3 (quatro dias de trabalho, três de descanso).
- Segundo Maria do Rosário, a proposta da oposição não tem apoio de entidades sindicais nem viabilidade prática, e seria um jogo de cena para fragmentar o plenário.
- A proposta em discussão prevê reduzir a jornada de 44 para 42 horas no primeiro ano e, até 2027, chegar a 40 horas, com mudanças graduais e sem redução salarial; categorias como plantonistas e profissionais de saúde manteriam regras específicas.
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) criticou nesta quarta-feira (27/5) a proposta da oposição de adotar uma escala de trabalho 4×3 no país, classificando a ideia como tentativa de inviabilizar o acordo em torno do fim da jornada 6×1. A parlamentar afirmou ao Correio que a base governista trabalha para aprovar, ainda nesta semana, a PEC que garante dois dias de descanso semanal aos trabalhadores.
Maria do Rosário sustenta que a oposição não tem apoio real de entidades sindicais para o 4×3 e vê a movimentação como manobra para fragmentar o plenário e dificultar a aprovação do texto negociado entre governo, centrais sindicais e parlamentares. A parlamentar afirmou que a oposição prefere manter a 6×1, mesmo diante de propostas de reforma gradual.
A pauta em discussão está ligada à redução gradual da jornada. Segundo a deputada, o acordo em análise prevê mudança imediata no regime de descanso, com 60 dias após a promulgação da PEC para migração de 6×1 para 5×2, mantendo dois dias de folga semanais. A redução da carga horária ocorreria em etapas: de 44 para 42 horas, ainda neste primeiro ano, e até 40 horas até 2027, sem redução salarial.
Alguns setores com regimes diferenciados, como plantonistas e profissionais de saúde, teriam regras específicas preservadas. A deputada ressaltou que trabalhadores nesses grupos poderiam negociar eventuais reduções adicionais, mantendo certa flexibilidade sem impactar negativamente o funcionamento dos serviços.
Contexto e próximos passos
- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, sinalizou apoio ao fim da escala 6×1, mas com destaque para manter a proposta 4×3 em análise. A interlocução entre governo, oposição e sindicatos segue para definir o texto final.
- A expectativa é votar a PEC na comissão ainda hoje e levar o tema ao plenário na sequência, conforme informado pela base governista. A tramitação depende de acordo entre as diversas bancadas e da avaliação de impactos setoriais.
Entre na conversa da comunidade