- A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara ouviu o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para explicar a cooperação Brasil‑Estados Unidos e a prisão de Alexandre Ramagem, com sessão marcada para quarta-feira (27) às 9h.
- Ramagem foi preso em 16 de abril, em Orlando, por visto vencido, em operação que a Polícia Federal associou à cooperação entre os dois países.
- O ex-deputado foi solto dois dias depois; ele tem um pedido de asilo político sob alegação de perseguição.
- Também houve a expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como elo entre a Polícia Federal e o ICE em Miami, sob a acusação de atuação irregular na detenção de Ramagem.
- Em retaliação, o governo brasileiro exigiu a saída do agente americano Michael William Myers, equivalente brasileiro na área de imigração, em gesto de reciprocidade.
A Câmara dos Deputados deve ouvir o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, nesta quarta-feira (27). A finalidade é esclarecer a cooperação internacional em torno da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem e a expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como elo com o ICE em Miami. A sessão está marcada para as 9h.
O ministro foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para explicar as ações envolvidas na detenção de Ramagem e, ainda, os motivos que levaram à remoção de Carvalho dos Estados Unidos no fim de abril. O objetivo é esclarecer responsabilidades e procedimentos entre os dois países.
Ramagem foi detido nos EUA no dia 16 de abril por visto vencido, após uma infração de trânsito em Orlando, na Flórida. A Polícia Federal informou tratar-se de uma medida resultante da cooperação Brasil-Estados Unidos. Ramagem foi solto dois dias depois. Ele é alvo de pedido de asilo político, sob alegação de perseguição.
Contexto do caso Ramagem
Após a saída de Ramagem, as autoridades americanas determinaram a saída de Carvalho, representante brasileiro que atuava junto ao ICE em Miami, sob a alegação de atuação irregular na detenção. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que nenhum estrangeiro pode usar o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição.
Em resposta, o governo brasileiro adotou medidas de reciprocidade e também expulsou o agente norte-americano Michael William Myers, que atuava no Brasil desde 2024 como homólogo de Carvalho na área de imigração. As decisões são apresentadas como parte de uma resposta equilibrada entre os dois governos.
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