- O ministro Alexandre de Moraes determinou que a PGR se manifeste em até cinco dias sobre o pedido de inclusão de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro no inquérito contra Eduardo Bolsonaro.
- A investigação apura se R$ 134 milhões destinados à cinebiografia Dark Horse teriam sido desviados para financiar lobby e pressão contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.
- O objetivo seria usar os recursos para promover sanções, restrições de vistos e tarifas, com Eduardo Bolsonaro apontado como principal operador no território estadunidense.
- O pedido de Lindbergh Farias também solicita medidas contra Flávio, incluindo apreensão de passaporte, proibição de deixar o país, bloqueio de bens e rastreamento financeiro via Coaf, Banco Central e Receita Federal.
- No mesmo dia, Eduardo e Flávio divulgaram fotos de encontro com o presidente Donald Trump em Washington; o procurador-geral Paulo Gonet já pediu a condenação de Eduardo pelos atos de coação e interferência.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a PGR se manifeste em até cinco dias sobre o pedido de inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro. A apuração questiona a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos, onde ele é réu por articulação de sanções contra o Brasil e coação de autoridades para influenciar o julgamento de seu pai.
A solicitação de ampliação da investigação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias, com base em reportagens que publicaram áudios de Flávio solicitando recursos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O objetivo seria financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, chamada Dark Horse.
A apuração aponta que Vorcaro teria autorizado cerca de R$ 134 milhões para a produção, com R$ 61 milhões já liberados. A suspeita central é de que parte desses recursos tenha sido desviada para financiar um lobby internacional contra autoridades brasileiras, especialmente nos EUA.
Segundo a linha de investigação, Eduardo Bolsonaro seria o principal operador financeiro da ação em território norte-americano, onde reside desde fevereiro de 2025. A denúncia sustenta que o núcleo familiar buscava reconstruir a imagem pública de Jair Bolsonaro ao mesmo tempo em que atuava para deslegitimar o STF.
Medidas propostas contra Flávio
A petição também prevê medidas restritivas contra Flávio, incluindo apreensão de passaporte, proibição de viagens sem autorização judicial e veto a contatos com Vorcaro e demais investigados. Também estão previstos bloqueios de bens, rastreamento financeiro e cooperação com autoridades dos EUA para acessar registros de lobby e contratos no exterior.
No mesmo dia da decisão, Eduardo e Flávio publicaram imagens de um encontro em Washington com o presidente dos EUA, Donald Trump. O procurador-geral Paulo Gonet já se manifestou no inquérito de Eduardo pedindo condenação pelos atos de coação e interferência.
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