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Nunes Marques abre prazo para PGR opinar sobre revisão condenação de Bolsonaro

Ministro estende prazo da PGR para parecer sobre revisão criminal de Bolsonaro de dez para vinte dias, citando complexidade do caso

Kassio Nunes Marques foi indicado ao STF por Bolsonaro; na foto, os dois na posse do ministro
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  • O ministro Kassio Nunes Marques estendeu de 10 para 20 dias o prazo da PGR para se manifestar sobre a revisão criminal de Jair Bolsonaro.
  • A extensão ocorreu devido à “complexidade do feito”, segundo o ministro, que citou a condição de ex-presidente envolvida no caso.
  • A defesa protocolou o pedido em oito de maio e busca a anulação total da condenação, bem como a absolvição de Bolsonaro em todos os crimes a que foi condenado.
  • A defesa contesta a competência da Primeira Turma para o julgamento e sustenta que o caso deveria ter sido analisado pelo plenário do STF.
  • O documento, de noventa páginas, pede autorização para apresentar e usar todas as provas permitidas pela lei para sustentar os argumentos.

Kassio Nunes Marques abriu prazo de 20 dias para a PGR opinar sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro. Advogados pedem a anulação da condenação do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.

A defesa ajuizou a revisão criminal no STF no dia 8 de maio, no contexto de acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. A ação questiona a competência da Primeira Turma para julgar o caso e sustenta que o julgamento deveria ter sido feito pelo plenário.

O ministro relatou ter ampliado o prazo previsto no Código de Processo Penal, de 10 para 20 dias, devido à complexidade do feito envolvendo o ex-presidente. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 27, segundo informações do tribunal.

Entre os pedidos da defesa estão a anulação integral do processo e a absolvição de Bolsonaro de todas as acusações pelas quais foi condenado. A peça sustenta ausência de demonstração de participação individual ou de atos que comprovem a tentativa de depor o governo eleito com violência.

Os advogados também argumentam que não há provas de autoria, participação ou vínculo subjetivo de Bolsonaro com os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. O documento tem 90 páginas e solicita autorização para utilizar todas as provas permitidas por lei.

A revisão criminal é um instrumento excepcional, cabível apenas quando há comprovação de erro judiciário no julgamento anterior. O trânsito em julgado da condenação ocorreu em novembro do ano passado, conforme a defesa.

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