- A oposição passou a defender a escala 4×3, em vez da proposta anterior de reduzir apenas a jornada, como parte da PEC que pode acabar com a escala 6×1.
- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, anunciou o apoio à 4×3 e cobrou que o plenário vote a medida; o deputado Nikolas Ferreira também apoia, dizendo que é uma estratégia para desgastar o governo.
- A proposta prevê redução da jornada de 44 para 40 horas semanais em duas etapas ao longo de um ano, com a primeira passagem para 42 horas e ajustes para microempreendedores e o regime do MEI.
- Governistas veem a mudança como manobra para atrasar a votação; Erika Hilton critica o PL e afirma que a mudança é usada para “limpar a própria barra”. Motta e Lula valorizam a tramitação, com o Senado sob observação de Davi Alcolumbre.
- O setor produtivo teme aumento de custos e inflação; centrais sindicais dizem que a PEC deve seguir e também vão cobrar o Senado.
A oposição reorientou o discurso e passou a defender a escala 4×3, ao invés da redução prometida pelo governo. A mudança ocorreu em meio à expectativa de votação da PEC que pretende acabar com a escala 6×1, na Câmara dos Deputados.
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, a legenda passa a defender quatro dias de trabalho e três de folga por semana. O objetivo, segundo ele, é ampliar o descanso dos trabalhadores e pressionar o governo. O PL também sinalizou a apresentação de um recurso para viabilizar a votação da 4×3 no plenário.
Nikolas Ferreira, outro deputado do PL, também passou a defender a aprovação da escala 4×3, destacando que a oposição busca desgastar o governo. Em vídeo divulgado, ele afirmou que a medida pode provocar efeitos econômicos caso o PT apoie uma mudança vigente, além de associar a proposta a interesses eleitorais.
Debate e reação
Governistas veem a manobra como estratégia para atrasar a PEC, com a deputada Erika Hilton criticando a mudança de posição do PL em entrevista à CNN. Ela afirmou que a oposição tem sido cobrada pela sociedade e considera a nova posição uma tentativa de limpar a imagem diante da votação acordada.
Detalhes da proposta e cronograma
A PEC prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, em duas etapas ao longo de um ano. A primeira queda, para 42 horas, ocorreria cerca de 60 dias após a promulgação; a segunda, para 40 horas, em até 12 meses. A negociação envolve também mecanismos para microempreendedores, com possível ajuste do teto do MEI.
O acordo para a transição foi fechado entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do governo, Lula, com previsão de votação no plenário entre esta quarta e quinta-feira. Se aprovada, a PEC seguirá para o Senado, que pode propor alterações e exigir retorno à Câmara.
Impactos esperados e controvérsias
Setor produtivo sustenta que a redução sem queda de salários elevou custos para as empresas, exigindo ganhos de produtividade para manter a sustentabilidade. Eles apontam ainda risco de inflação e perda de competitividade em setores mais dependentes de mão de obra.
Representantes do setor e centrais sindicais prometem acompanhar de perto a votação, buscando influenciar a decisão sobre o texto. A discussão envolve o equilíbrio entre ganhos para trabalhadores e impactos econômicos, com pressões sobre o andamento da PEC no Congresso.
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