- A oposição planeja constranger o governo e o Centrão durante a votação da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara.
- O PL quer apresentar um destaque de preferência para analisar uma redução de jornada ainda maior do que a prevista no parecer.
- O foco é um trecho da PEC da deputada Erika Hilton, que propõe o fim da escala 6×1 e uma jornada semanal de 36 horas em modelo 4×3.
- A leitura dos oposicionistas é que o governo e o Centrão votariam contra essa medida, dificultando o tema para o grupo que defende a redução de jornada.
- A estratégia busca impactar o cenário político envolvendo o presidente Lula, candidato à reeleição.
A oposição planeja constranger o governo e o Centrão durante a votação da PEC que visa encerrar a escala 6×1 na Câmara. O objetivo é pressionar a base aliada a se posicionar sobre mudanças na jornada de trabalho. O tema ganhou contornos políticos em meio às próximas votações no plenário.
O foco do PL é apresentar um destaque de preferência para que os deputados analisem uma redução de jornada ainda maior que a proposta no parecer do relator Leo Prates. A manobra mira ampliar a avaliação da pauta pelos parlamentares.
A proposta que aparece como referência é a da deputada Erika Hilton, que defende o fim da escala atual 6×1 e estabelece uma jornada semanal de 36 horas em modelo 4×3. A oposição avalia impactos políticos da medida.
A ideia é que, ao exigir mudança de regime de trabalho, governo e Centrão tenham de votar contra a sugestão, o que, segundo oposicionistas, poderia dificultar o apoio entre eleitores de Lula, candidato à reeleição.
Segundo interlocutores do PL, a tática pode ampliar o desgaste da base governista com parte do eleitorado que defende redução de jornada. O cenário ainda depende de the detalhes da tramitação em plenário.
A votação da PEC deve ocorrer no Congresso nos próximos dias, com a oposição monitorando cada etapa. A análise envolve impactos econômicos, sociais e políticos, conforme avaliação de técnicos e especialistas.
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