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Partido aciona TRE contra Jorginho Mello por propaganda eleitoral antecipada

Partido protocola representação no TRE contra Jorginho Mello por propaganda antecipada em Criciúma, alegando uso político de universidade e presença de bolsistas

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello
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  • O partido Missão protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina contra o governador Jorginho Mello por propaganda eleitoral antecipada em evento realizado em Criciúma, na quinta-feira (21).
  • O ato ocorreu diante de mais de quatro mil estudantes da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e promovia o programa Universidade Gratuita.
  • A ação sustenta que bolsistas foram convocados com presença obrigatória, transporte gratuito e orientação para que professores não aplicassem provas no dia.
  • A vice-reitora da Unesc afirmou que o programa é o “sonho” de Jorginho Mello, enquanto o governador declarou que o programa seria “o maior ganho” de sua vida política.
  • O Universidade Gratuita já é alvo de investigações do Tribunal de Contas de Santa Catarina, com indícios de irregularidades em matrículas e risco de, segundo fontes oficiais, até R$ 324 milhões aos cofres públicos.

O partido Missão protocolou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) contra o governador Jorginho Mello (PL) por propaganda eleitoral antecipada. O ato ocorreu durante um evento realizado na quinta-feira (21) em Criciúma, segundo a apuração. A ação afirma que houve uso da estrutura de um encontro para promoção pessoal, diante de mais de 4 mil estudantes da Unesc.

A representação sustenta que estudantes bolsistas foram convocados com presença obrigatória, acompanhado de justificativas para faltas, transporte gratuito e orientação para que professores não aplicassem provas no dia. De acordo com o documento, a organização do evento prejudicou a rotina acadêmica e associou indevidamente o programa estadual à imagem do governador.

O evento contou com a participação da Unesc e da Acafe, que promoviam o programa Universidade Gratuita, voltado a assistência financeira para estudantes. A denúncia cita falas da vice-reitora Gisele Coelho Lopes atribuindo o programa a um “sonho” de Mello, e cita o fechamento do discurso do governador, que celebrou a oportunidade oferecida aos alunos.

Contexto sobre o programa e investigações

O programa Universidade Gratuita tem como objetivo ampliar bolsas de estudo no estado. Em 2025, o Tribunal de Contas de Santa Catarina identificou irregularidades em milhares de bolsas e apontou risco de cerca de R$ 324 milhões aos cofres públicos, com mais de 18 mil matrículas sob escrutínio.

Procurado pela reportagem, o governo de Santa Catarina não se manifestou até a publicação. A defesa de Mello, de modo oficial, não foi integrada ao material público da representação apresentada ao TRE-SC. O desdobramento da ação depende de decisão do tribunal sobre a possível configuração de propaganda antecipada.

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