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Peronistas trabalham por ampla aliança na Argentina enquanto Milei perde apoio

Peronistas buscam ampla aliança para enfrentar Milei, com Kicillof e Massa entre cotados, após queda de popularidade do presidente

Javier Milei, presidente da Argentina, discursa durante a sessão de abertura do Congresso Nacional em Buenos Aires, Argentina, no domingo, 1º de março de 2026.
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  • Peronistas buscam formar uma ampla aliança para a eleição presidencial de 2027, aproveitando a queda de popularidade do presidente Javier Milei.
  • Axel Kicillof, governador de Buenos Aires e líder do Partido Justicialista local, disse à Reuters que negociações estão em andamento para uma coalizão que possa incluir adversários de Milei.
  • Massa, ex-ministro da Economia ligado ao peronismo, e Kicillof aparecem como nomes cotados para disputar contra Milei.
  • Pesquisas indicam cenário competitivo: Opina Argentina aponta empate técnico entre Milei e o campo peronista; Trespuntozero mostra 42% de probabilidade de apoio a Kicillof, versus 34% a Milei.
  • As negociações enfrentam tensões entre alas do espectro centro-esquerda ao centro-direita, mas a prioridade é derrotar Milei, segundo especialistas.

A busca por uma aliança ampla no peronismo cresce diante da queda de popularidade de Javier Milei, atual presidente da Argentina. Líderanças do principal movimento de oposição trabalham para consolidar um blocos que possa disputar a eleição presidencial do próximo ano.

Axel Kicillof, governador de Buenos Aires e presidente do Partido Justicialista local, disse à Reuters que negociações visam uma coalizão peronista que inclua também políticos de partidos adversários de Milei. A ideia é ampliar o espaço para enfrentar o governo.

As consequências das eleições legislativas de outubro são consideradas centrais. A votação consolidou Milei, que busca avançar com reformas econômicas, ao mesmo tempo em que evidenciou fragilidades do peronismo, fragmentado entre alas distintas. Milei já sinalizou a intenção de disputar a reeleição.

Perspectivas e cenários

Levantamentos de opinião apontam dificuldades para a oposição. Em maio, Opina Argentina aponta empate técnico entre La Libertad Avanza e o campo peronista. Já o instituto Trespuntozero registra 42% de intenção de voto em Kicillof frente a 34% em Milei.

O peronismo permanece fortemente associado à ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre pena domiciliar por corrupção. Crises de corrupção e a perda de poder de compra contribuíram para queda de aprovação de Milei, que hoje tem cerca de 39% de imagem positiva segundo a Opina Argentina.

As negociações entre alas de centro-esquerda a centro-direita devem enfrentar tensões internas. Entretanto, especialistas afirmam que o objetivo comum de derrotar Milei pode motivar acordos para formar uma coalizão eleitoral sólida.

Expectativas para o ritmo da campanha

A corrida presidencial tende a ganhar ritmo a partir de agosto, após a Copa do Mundo e as férias de inverno. A janela de negociações permanece aberta, com movimentos para alinhar nomes como Kicillof e Sérgio Massa, ex-ministro da Economia, entre os prováveis postulantes. A equação continua incerta, com debates sobre liderança e programa econômico.

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