- A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira (27), mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Paraíba, São Paulo e no Distrito Federal, na operação que investiga suposto esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.
- A ação ocorre de forma simultânea nesses estados e envolve monitoramento eletrônico e outras medidas determinadas pela Justiça, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
- O foco é apurar descontos indevidos realizados diretamente nos benefícios, com cobranças associativas sem autorização dos beneficiários, potencialmente envolvendo lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e fraudes contra a administração pública.
- A estimativa é de que o esquema tenha movimentado aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo as investigações.
- Em março, já houve desdobramento chamado Operação Indébito, com prisões e buscas no Ceará e no Distrito Federal; a nova ofensiva amplia a identificação de envolvidos, rastreamento financeiro e localização de patrimônios vinculados ao esquema, com medidas de restrição patrimonial autorizadas pela Justiça.
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal nesta quarta-feira (27), em Pernambuco, Paraíba, São Paulo e no Distrito Federal. A ação integra a Operação Sem Desconto, que apura cobranças irregulares sobre aposentadorias e pensões do INSS.
A operação ocorre de forma simultânea nos estados citados, com monitoramento eletrônico e outras medidas determinadas pela Justiça. A investigação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
A investigação aponta descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, realizados por entidades sem autorização válida. Os valores cobrados reduzem o pagamento mensal do INSS e envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e fraudes à administração pública.
Desdobramentos e impacto financeiro
A estimativa inicial aponta movimentação de cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Auditorias teriam indicado irregularidades em descontos aplicados nos pagamentos previdenciários, ampliando o alcance nacional da apuração.
Em 2025, ainda na fase inicial, servidores públicos chegaram a ser afastados durante o avanço das investigações. Em março, a PF e a CGU realizaram a Operação Indébito, com prisões e buscas no Ceará e no Distrito Federal.
A nova ofensiva busca aprofundar a identificação de envolvidos, rastrear movimentações financeiras e localizar patrimônios ligados ao esquema. Além disso, a Justiça autorizou medidas de restrição patrimonial contra investigados.
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