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PF mira novamente Golden Boys por desvio de 700 milhões do INSS

Nova fase da Operação Sem Desconto mira três suspeitos conhecidos como Golden Boys, apontados como operadores de desvio de R$ 700 milhões do INSS

Igor Dias Delecrode criou programa para fraudar biometrias e assinaturas de aposentados
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  • A nova fase da Operação Sem Desconto mira três homens identificados como “Golden Boys” ligados à CPMI do INSS, com 31 mandados de busca e apreensão.
  • Os investigados são Igor Dias Delecrode (Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionistas), Anderson Cordeiro (Master Prev) e Américo Monte Júnior (ANDAP e Amar Brasil Clube de Benefícios).
  • O grupo é apontado como responsável por descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS, com o montante estimado em 700 milhões de reais, conforme relatório da CPMI.
  • O esquema envolveria 14,6 milhões de descontos e utilizava um sistema para fraudar biometrias e assinaturas, desenvolvido por Delecrode, que controlava quatro entidades.
  • A CPMI indica salto patrimonial incompatível com as atividades das entidades, além de uso de familiares por Américo Monte Júnior para ocultar a gestão e a participação de uma empresa fornecedora de soluções de assinatura e biometria.

A Polícia Federal desmembrou a Operação Sem Desconto, alvo novamente três homens conhecidos como Golden Boys, apontados como operadores de um esquema que descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. A ação envolve 31 mandados de busca e apreensão.

Entre os investigados estão Igor Dias Delecrode, ligado à AASAP, Anderson Cordeiro, da Master Prev, e Américo Monte Júnior, associado à ANDAP e à ABCB. O grupo é apontado como responsável por desvios relevantes no benefício de aposentados.

Quem está envolvido e como ativa o esquema

O montante apontado pelo relatório final da CPMI do INSS chega a 700 milhões de reais, referente a 14,6 milhões de descontos indevidos. As fraudes teriam alcançado cerca de 117 mil aposentados em mês específico, segundo as investigações.

Instrumentos e estrutura do golpe

Delecrode é citado como desenvolvedor do sistema que facilitou os descontos, controlando quatro entidades do grupo. A CPMI descreve uma rede que ampliava atividades por meio de soluções de assinatura eletrônica e biometria fornecidas pela Soluções PowerBI Software Tecnologia e Internet Ltda.

Patrimônio e controle da gestão

Membros da CPMI destacaram o salto patrimonial incompatível com as atividades das entidades. O deputado Rogério Correia afirmou que as associações não prestavam serviços relevantes e acumulavam dinheiro, que seria lavável. Américo Monte Júnior figura como figura central, com controle indireto por meio do pai, do irmão e dos Golden Boys.

Ocultação de atuação e familiares

Monte Júnior supostamente ocultou a gestão direta das entidades ao indicar sua esposa como diretora financeira da Master Prev. A filha dele recebeu repasses significativos, totalizando 1,66 milhão, em operações envolvendo as empresas do grupo.

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