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PGR diz que lobista do STJ pressionou investigado com minutas falsas

PGR aponta Andreson Gonçalves, lobista do Superior Tribunal de Justiça, por pressão psicológica com minutas apócritas para cobrar propina no caso Faroeste

O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de integrar esquema de venda de sentenças, foi alvo de operação da PF (Reprodução/Arquivo pessoal)
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  • A PGR afirmou que o lobista Andreson Gonçalves realizou “pressão psicológica” contra um investigado no esquema de venda de sentenças do STJ.
  • Ele teria prometido informações sigilosas a um empresário alvo da Operação Faroeste e utilizou “minutas apócrifas” de decisões para justificar a cobrança de propina.
  • Documentos falsos teriam sido usados, incluindo a criação de um pedido de prisão contra o empresário.
  • Segundo o PGR Paulo Gonet, Andreson produzia ou mandava produzir minutas de decisões para conferir verossimilhança à narrativa de urgência e ampliar a pressão para o pagamento das vantagens.
  • Em mensagens, o lobista afirmou ter sido avisado por um “amigo” de que “o avião estava caindo” e que restava “um paraquedas” para escapar.

A Procuradoria-Geral da República denunciou o lobista Andreson Gonçalves, apontado como operador de um esquema de venda de sentenças no STJ. Segundo a PGR, ele exerceu pressão psicológica contra um investigado usando minutas falsas de decisões.

A PGR afirma que Andreson prometeu informações sigilosas a um empresário alvo da Operação Faroeste, acusada de corrupção no Tribunal de Justiça da Bahia. Documentos falsos foram usados para sustentar o pedido de prisão contra o empresário.

Segundo o Ministério Público, o lobista produzia ou mandava produzir minutas apócrifas de decisões para reforçar a narrativa de urgência, ampliando a pressão para pagamento de vantagens indevidas.

As mensagens indicam que o diálogo trazia tom de ameaça, com referência a uma queda iminente e a existência de apenas uma saída sobrando, usada para justificar a exigência de propina.

O procurador-geral Paulo Gonet ressaltou que as ações visavam conferir verossimilhança ao cenário apresentado aos interessados, fortalecendo a cobrança de vantagens indevidas.

Detalhes da denúncia e próximos passos

A denúncia envolve elementos de suposta cooptação relacionada a decisões judiciais e a circulação de documentos falsos para respaldar pedidos de prisão. A PGR não detalha o desdobramento processual a seguir.

A apuração continua para esclarecer participação de outros investigados e correta autoria das minutas, bem como a extensão de eventuais vantagens obtidas com a prática. A defesa ainda não foi apresentada publicamente.

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