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Senado não votará contra opinião pública na PEC 6 x 1, diz Erika

Erika Hilton diz que Senado enfrentará resistência, mas não pode contrariar a opinião pública na PEC 6 X 1; Câmara aprovou por 472 a 22

Na foto, a deputada Erika Hilton (Psol-SP)
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  • Erika Hilton, relatora, afirmou que a tramitação da PEC do fim da 6 X 1 no Senado deve enfrentar resistência maior do que na Câmara, mas que os senadores não terão espaço para contrariar a opinião pública em ano eleitoral.
  • A proposta foi aprovada na Câmara no primeiro turno com 472 votos a favor e 22 contra; no segundo turno, 461 a favor e 19 contrários.
  • Hilton disse que, por serem eleitos majoritariamente, os senadores tendem a observar o que pensa o eleitorado e não podem votar contra a opinião pública em temas de condições de trabalho.
  • Ela considerou a aprovação na Câmara uma noite histórica para os trabalhadores e afirmou que a mobilização popular foi decisiva, criticando opositores e apontando tentativas de barrar o texto com manobras.
  • A deputada afirmou que o Congresso pode avançar em pautas sociais quando pressionado pela sociedade, destacando que não é apenas inimigo do povo.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27.mai.2026), a PEC 6 X 1, que muda a forma de funcionamento do trabalho. A votação ocorreu no primeiro turno, com 472 votos favoráveis e 22 contrários; o segundo turno ficou em 461 a 19. A pauta trata de terminar a escala 6 X 1 e da jornada de 36 horas.

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) atua como relatora de uma das propostas em tramitação na Comissão Especial. Ela aponta que a fase no Senado deverá enfrentar resistência maior do que na Câmara, mas entende que não haverá espaço para rejeitar a opinião pública no contexto de ano eleitoral.

Hilton afirmou que, apesar da dificuldade prevista, a perspectiva é de aprovação com ampla maioria no Senado. Ela ressaltou que o parlamento precisa atender ao anseio de trabalhadores, especialmente em temas ligados a condições de trabalho.

Expectativa para o Senado

A congressista afirmou que o Senado tende a ser mais exigente, porém não vê espaço para voto contra a pressão popular. A deputada ressaltou que o resultado na Câmara foi influenciado pela mobilização social em defesa da pauta trabalhista.

Ela criticou opositores e mencionou tentativas de dificultar o avanço da proposta com manobras e previsões de impactos negativos no emprego. Hilton afirma que a aprovação demonstra a possibilidade de avanços em pautas sociais quando há mobilização.

A deputada encerrou destacando que o Congresso pode avançar quando há participação da sociedade, reforçando a ideia de que a casa não deve enfrentar a população como antagonista.

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