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Trump reinstala monumento a fundador escravocrata removido em 2020

Trump reinstala 13 estátuas em Washington, incluindo Caesar Rodney, reacendendo controvérsia sobre a memória histórica do país

Wilmington, Delaware, USA: Rodney Square - statue of Caesar Rodney, a signer of the Declaration of Independence and President of Delaware, on his trusty steed, 1922 work by James Edward Kelly - DuPont building in the background - photo by M.Torres
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  • Na sexta-feira passada, a administração Trump ergueu treze estátuas na Freedom Plaza, em Washington, incluindo um monumento equestre a Caesar Rodney, que havia sido removido de view em Wilmington, Delaware, em 2020 durante as manifestações do movimento Black Lives Matter.
  • A estátua de Rodney relembra sua viagem de Dover a Filadélfia em 1776, quando votou pela Independência dos Estados Unidos; Rodney morreu em 1784 e possuía 200 escravos na plantação Byfield.
  • Ao redor da estátua, há doze soldados que representam o sacrifício coletivo de quem participou da Guerra Revolucionária, segundo um porta-voz do Departamento do Interior.
  • O serviço público afirmou que, perto dos 250 anos da nação, o governo está comprometido em celebrar a história em sua totalidade.
  • Ainda neste ano, o governo anunciou a instalação de uma estátua de Cristóvão Colombo, réplica de monumento de Baltimore, após a retirada de protestos e recuperação de fragmentos originais.

O governo de Donald Trump reinstalou, na última sexta-feira, 13 estátuas na Freedom Plaza, no centro de Washington DC. Entre elas está o monumento equestre ao pai fundador Caesar Rodney, que era proprietário de escravos e cuja peça havia sido retirada de vista em Wilmington, Delaware, em junho de 2020, durante o movimento Black Lives Matter.

A peça de Rodney relembra a famosa cavalgada do legislador em 1776, de Dover a Philadelphia, e o voto decisivo pela independência dos Estados Unidos. Rodney morreu em 1784, na antiga plantação Byfield, onde possuía cerca de 200 escravos. Ao redor da estátua, 12 soldados representam o sacrifício coletivo de quem participou da Guerra Revolucionária.

Segundo uma nota oficial do Departamento do Interior, a montagem busca refletir a amplitude da história da nação. O texto cita a proximidade do aniversário de 250 anos dos EUA como marco para celebrar a diversidade de contribuições na fundação do país.

Núcleo da decisão e contexto

Nesta retomada de monumentos já desativados, o governo federal também ressaltou que pretende demonstrar o alcance histórico do país, sem abandonar a lembrança de figuras controversas. Em 2020, Trump chegou a emitir uma proclamação em comemoração ao 292º aniversário de Rodney, defendendo que a remoção da obra representava revisionismo histórico.

No início deste ano, a administração anunciou a instalação de uma estátua de Cristóvão Colombo, uma réplica de peça que foi derrubada por manifestantes em Baltimore após o assassinato de George Floyd. Fragmentos da peça original foram reaproveitados para a nova estátua, hoje exposta na área norte do Edifício Eisenhower, adjacente à Casa Branca.

Implicações administrativas

A reabilitação de monumentos se insere em uma ofensiva da administração para ampliar o controle sobre o Smithsonian Institution, conforme uma ordem presidencial intitulada Restoring Truth and Sanity to American History. O governo declara que essa medida pretende reduzir distorções históricas que, segundo a administração, aprofundam divisões sociais.

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