- A aprovação do presidente Javier Milei chegou a cerca de 40%, alta de quatro pontos percentuais em relação a abril, segundo a LatAm Pulse.
- A melhora reflete, entre outros fatores, o alívio da inflação na Argentina.
- Apesar da recuperação, a popularidade continua próxima dos níveis mais baixos do mandato.
- O levantamento destaca perda de apoio entre os adversários do governo.
A aprovação do presidente argentino Javier Milei subiu para cerca de 40% após o alívio da inflação, segundo a pesquisa LatAm Pulse. O avanço representa um ganho de quatro pontos percentuais em relação a abril e ocorre em meio ao recuo do apoio aos adversários. Milei mantém-se próximo de seus menores patamares desde o início do mandato.
O resultado indica que, com a inflação em desaceleração, parte da base de apoio do presidente recuperou confiança. A pesquisa aponta que o aumento é menos expressivo entre os eleitores indecisos e entre a oposição, que continua com queda de adesão.
Segundo a LatAm Pulse, o percentual de aprovação acompanha a percepção de estabilidade econômica melhorando gradualmente. O estudo também analisa que a inflação, ainda alta, tem menor impacto nos cálculos de avaliação do governo por parte do público.
A amostra da sondagem foi realizada entre pontos de comparação de opinião pública e cobriu várias regiões do país. Os pesquisadores destacam que a volatilidade econômica ainda pesa sobre a percepção de longo prazo sobre o governo.
Contexto de inflação e avaliação pública
A desaceleração da inflação amplia o espaço para o governo justificar políticas econômicas recentes. Indícios de melhoria em indicadores macroeconômicos ajudam a reduzir a vulnerabilidade de Milei perante críticas de oponentes.
Analistas ressaltam que a variação de apoio pode depender de novos dados sobre preços, emprego e consumo. A LatAm Pulse aponta, porém, que o avanço de Milei ocorre em um cenário de recuperação parcial da economia.
A pesquisa também reúne avaliações sobre temas como segurança, exportações e investimentos, sem indicar mudanças bruscas na preferência de voto já anunciadas. O levantamento reforça a tendência de recuperação gradual do apoio presidencial.
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