- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, encara casos de corrupção envolvendo seu irmão, sua esposa e o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero.
- O irmão mais novo de Sánchez, David Sánchez, será julgado no Extremadoura por tráfico de influência e uso indevido de cargo, com pena prevista de até três anos, caso seja condenado.
- A esposa de Sánchez, Begoña Gómez, também está em processo, acusada de desvio de verbas, tráfico de influência, corrupção em negócios e apropriação indébita; audiência preliminar está marcada para 9 de junho.
- Zapatero é investigado por suposta influência e outros crimes no caso do resgate público da companhia Plus Ultra durante a pandemia, ligado a utilización de fundos.
- O governo afirma cooperar com a justiça e manter estabilidade, enquanto a oposição pressiona por eleição geral antecipada.
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez enfrenta uma temporada difícil após a abertura de diversos casos de corrupção envolvendo familiares e aliados. Nesta etapa, a atenção recai sobre seu irmão, sua esposa e o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero, que entram em pauta nos tribunais nas próximas semanas.
David Sánchez, irmão de Sánchez, será julgado no sul da Extremadura nesta quinta-feira. Acusado de tráfico de influência e uso indevido do cargo, ele pode pegar até três anos de prisão. Outros dez réus também respondem às mesmas acusações.
A esposa do líder, Begoña Gómez, foi citada em inquérito conduzido por Manos Limpias. Ela enfrenta acusações de peculato, tráfico de influência e corrupção em negócios, com audiência preliminar marcada para 9 de junho. Cristina Álvarez e Juan Carlos Barrabés também são investigados.
Zapatero está sob investigação por suposta atuação de influência na gestão de recursos públicos vinculados ao resgate da companhia Plus Ultra, durante a pandemia. A queixa envolve uso de verbas públicas e possível lavagem de dinheiro, com o ex-presidente prestando depoimento em junho.
O governo de Sánchez reagiu com defesa de inocência de familiares e com críticas a ataques políticos. O premiê sustenta que há campanhas de difamação contra sua família e ressaltou a presunção de inocência de Zapatero, além de manter apoio ao ex-governante.
Além disso, outros casos envolvendo membros do Partido Socialista e ex-assessores continuam sob investigação, incluindo denúncias ligadas a contratos públicos durante a pandemia. A PSE diz cooperar com a Justiça e manter a estabilidade do país.
Enquanto isso, adversários políticos pressionam por antecipação de eleições. Líderes do PP e do Vox cobram resposta rápida da Justiça e chamam a situação de ultraje político, buscando rupturas eleitorais antes do calendário atual.
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