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Castro desiste da candidatura ao Senado após ações da PF

Decisão de retirar a pré-candidatura ocorre após operação da Polícia Federal que apura aportes da RioPrevidência no Banco Master e favorecimentos ligados ao esquema

Rio de Janeiro (RJ), 06/10/2023 - O secretário-executivo do ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, falam com a imprensa após reunião no Palácio Guanabara. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, desistiu da pré-candidatura ao Senado pelo PP, alegando necessidade de se concentrar na defesa diante de acusações e ataques à sua família.
  • A decisão ocorreu após Castro ser alvo de operações da Polícia Federal, que investigam suposto envolvimento com fraudes financeiras coordenadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A oitava fase da Operação Compliance Zero identificou aplicações de mais de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em ativos do Master, segundo indícios de facilitar aportes mediante vantagens indevidas.
  • O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou buscas na casa de Castro, com informações de que o ex-governador teve papel relevante na viabilização dos investimentos da RioPrevidência no Master.
  • O TSE marcou para 2 de junho o julgamento do recurso de Castro contra a decisão que o manteve inelegível; anteriormente, em março, ele foi condenado a até 2030, o que levou a eleições indiretas para o mandato-tampão.

Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, anunciou nesta quinta-feira a desistência da pré-candidatura ao Senado pelo PP. A decisão ocorreu após reflexão pessoal frente a denúncias, ataques e episódios que atingiram sua vida pública e sua família.

O anúncio surge no contexto de investigações da Polícia Federal que envolvem o ex-governador na suposta participação em fraudes financeiras, ligadas ao banco Master, de interesse do grupo RioPrevidência. As apurações envolvem aportes superiores a bilhões de reais.

A PF já cumpriu mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, com indícios de atuação de Castro para favorecer o aporte da RioPrevidência no Banco Master, em troca de vantagens indevidas para envolvidos no esquema.

Sobre o julgamento no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral marcou para 2 de junho o julgamento do recurso de Castro contra a decisão de inelegibilidade.

Em março, o TSE condenou o ex-governador a ficar inelegível até 2030, determinando eleições indiretas para o mandato-tampão. O PSD recorreu ao STF e pediu eleições diretas; no dia anterior, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização.

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