- A Câmara aprovou o texto-base da PEC que encerra a escala 6×1, visto pelo Centrão como demonstração de força de Hugo Motta.
- Motta criou a comissão especial e conduziu a matéria, sendo apontado como quem superou a “prova de fogo” para sua liderança.
- Acordo com o Planalto foi considerado decisivo: o texto entregue conforme combinado fortalece o alinhamento com Lula e pode apoiar a reeleição de Hugo, caso Lula seja reeleito.
- O exaustivo apoio do PT e de partidos de centro-esquerda foi destacado como ganho de Hugo para futuras candidaturas à presidência da Câmara.
- Embora haja atritos com a direita e com o PL, o quadro é visto como consolidando Hugo Motta como candidato natural à presidência da Câmara, com chances de manter o posto em 2027.
O texto-base da PEC que trata do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados foi aprovado na quarta-feira, 27, em Brasília. A matéria passou pela comissão especial conduzida pela criação de Hugo Motta, que integra o Centrão e é do Republicanos da Paraíba. A aprovação é apresentada como marco político para o setor.
Integrantes do Centrão veem o resultado como demonstração de força de Hugo Motta, que passou a batalhar pela unidade do bloco. A favorável ao texto, aliados destacam que o movimento foi decisivo para confirmar o apoio da bancada ao acordo com o Planalto.
Segundo apuração da analista Larissa Rodrigues, o ato elevou a imagem de Motta na Câmara. Ela lembrou que a aprovação ocorreu após pressão interna e que o episódio reforçou a percepção de que ele saiu fortalecído do processo, sendo apontado como motor da comissão.
Acordo com o Planalto
A votação foi alinhada a um acordo com o Planalto, considerado decisivo para a defesa da agenda do governo. Motta entregou o texto aos aliados conforme combinado com o presidente Lula, o que, segundo a analista, sinalizou cumprimento de compromissos com líderes e com o Palácio do Planalto.
O entendimento gerou repercussão entre blocos de centro e centro-esquerda, que passam a apoiar, em tese, a eventual candidatura de Motta à reeleição para a presidência da Câmara, caso Lula atenda à expectativa de apoio para manter o líder do Centrão no comando da Casa.
Relações com a direita
Apesar do fortalecimento junto a centro e centro-esquerda, a manobra também gerou atritos com a ala mais à direita, especialmente com o PL. Caso haja vitória da oposição em outubro, a permanência de Motta pode ficar comprometida, segundo analistas.
Ainda assim, a percepção predominante é de que Motta se consolida como candidato natural à presidência da Câmara, com segurança para concorrer ao cargo nas próximas eleições, mantendo o apoio de setores relevantes do Centrão.
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