- Candidata Claudia López afirma que o tráfico de drogas não acabará sem enfrentar a desigualdade social e promover bem‑estar, saúde e educação.
- López defende o cumprimento integral do acordo de paz com as Farc e proteção às pessoas que apoiaram o tratado.
- Ela disputa a eleição presidencial colombiana, com o primeiro turno marcado para o próximo domingo.
- A Pesquisa Invamer aponta López em quinto lugar, com 2,2% das intenções de voto; liderança está com Iván Cepeda (44,6%).
- A candidata destaca necessidade de cooperação regional, manter relações com Brasil, Peru e Equador, e atenção ao destino da Venezuela.
Claudia López, candidata à Presidência da Colômbia, defende que o combate ao narcotráfico não será eficaz sem enfrentar a desigualdade social. Ela propõe cumprir integralmente o acordo de paz com as Farc e proteger ex-guerrilheiros que abandonaram as armas.
A politica é reconhecida por histórico de gestão pública e atuação anticorrupção. Ela foi responsável por administrar a capital Bogotá durante a pandemia e pesquisa posição de liderança em meio a uma corrida com paleta de nomes.
Apoiada pela comunidade LGBTQIA+, López disputa o primeiro turno da eleição, marcado para este domingo. Sua trajetória acadêmica inclui Columbia, Yale e Northwestern.
Perspectivas na disputa presidencial
A última pesquisa Invamer aponta López em quinto lugar, com 2,2% das intenções. O líder é Iván Cepeda, seguido por Abelardo de la Espriella, Paloma Valencia e Sergio Fajardo. O apoio a López envolve defesa de direitos civis e renovação política.
Ela destaca que, se eleitos, buscaria alianças com diferentes correntes para reconstruir o país. A candidata afirma que o foco está nas políticas de bem-estar, saúde e educação, além da proteção aos que aderiram ao acordo de paz.
Política externa e segurança
Sobre relações regionais, López afirma que manterá boa comunicação com Brasil, Peru e Equador. Em relação à Venezuela, aponta a necessidade de cooperação para democratizar o país e facilitar a migração, logística e reconstrução de infraestrutura.
Ela também ressalta a importância de preservar a fé no acordo de paz, enfatizando que o Estado deve assegurar a vida de ex-combatentes que participaram do processo. Defende políticas de inserção para quem se arrependeu.
Desafios internos
Segundo López, o principal desafio não será apenas o combate ao narcotráfico, mas enfrentar as desigualdades estruturais. Ela propõe políticas públicas abrangentes que atendam educação, saúde e bem-estar para reduzir vulnerabilidade.
A candidata observa que a Colômbia, apesar de avanços, ainda possui população sem água potável e sem esgoto. Em seus relatos, esse cenário agrava a vulnerabilidade ao crime organizado.
Caminho rumo às eleições
A campanha de López destaca que o país vive um momento tenso e polarizado. Ela afirma que não está alinhada politicamente a Gustavo Petro, com quem diverge em diversos pontos, e aponta para uma agenda própria.
Ela descreve a Colômbia como um país com potencial, que superou fases de violência e cartéis, mas enfrenta novas facções ligadas ao crime internacional. O objetivo é ampliar diálogo regional e governança institucional.
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