- Os Estados Unidos classificaram o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados, com indicação de designação oficial como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.
- Marcinho VP, Márcio dos Santos Nepomuceno, é apontado como chefe máximo do CV, mesmo cumprindo pena em prisão federal.
- Edgard Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, é apontado como uma das lideranças do CV nas ruas, foragido e com investigação por mais de cem homicídios.
- Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, é tradicionalmente considerado um dos principais operadores do tráfico ligado ao CV.
- Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, é destacado como líder do PCC, responsável pela expansão da facção e por laços com o crime organizado fora das prisões.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A designação deve entrar em vigor como Organização Terrorista Estrangeira a partir de 5 de junho.
Segundo a autoridade norte-americana, as duas facções atuam em esquemas envolvendo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e violência, com atuação dentro e fora de presídios brasileiros. A medida busca endurecer controles e cooperação internacional.
Marcinho VP, Márcio dos Santos Nepomuceno, é apontado como chefe máximo do CV, mesmo cumprindo pena em presídio federal. Nascido no Rio, ele teria iniciado a trajetória criminosa na adolescência, segundo relatos de sua autobiografia. A polícia o reconhece como líder da facção.
No Rio de Janeiro, Edgard Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, é citado entre as lideranças do CV. Foragido, ele é investigado por mais de 100 homicídios e é considerado de alta periculosidade. Investigações descrevem ordens ligadas a execuções e desaparecimentos.
Outra liderança histórica do CV é Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ele manteve operação de tráfico de drogas e armas desde os anos 1990 e permanece sob custódia desde 2001, sendo relacionado ao tráfico internacional.
No PCC, o principal nome é Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Nascido em Osasco, ele consolidou o domínio da facção a partir de 2002 e ajudou a expandir suas atividades para o Brasil e países vizinhos, com ligações internacionais. Marcola nega ser líder oficial à Justiça.
Também entra na pauta o chamado Mijão, considerado o líder das ruas do PCC e integrante da chamada Sintonia Final. A Promotoria de São Paulo aponta participação dele em planos contra autoridades, incluindo o promotor Amauri Silveira Filho.
Entre os líderes já mortos do PCC, destacam-se Gegê do Mangue e Paca, mortos em 2018 durante uma emboscada no Ceará. Investigação aponta desvio de carregamentos de cocaína ligados à facção no Porto de Santos. O foragido André de Oliveira Macedo também figura nas investigações.
Outras referências citadas pelas autoridades incluem nomes ligados ao PCC, como Orlando Mota Júnior, o Macarrão, José Márcio Felício, o Geleião, André de Oliveira Macedo, o André do Rap, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, Roberto Soriano, o Tiriça, e Marcos Roberto de Almeida, o Tuta.
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