- Estagiário de pós-graduação em Direito do Ministério Público do Paraná foi demitido em 5 de março de 2026 após tentar oferecer serviços de advocacia a um acusado de violência doméstica em troca da isenção de treinos na academia.
- Na negociação, ele oferecia os serviços da própria mãe, sugerindo que o homem contratasse a advogada para acompanhar o processo mediante pagamento com as mensalidades da academia.
- O estagiário atuava na Promotoria de Justiça de Pitanga e tinha acesso à documentação sigilosa do caso; a denúncia está sob análise na Justiça, sem defesa já constituída.
- A descoberta ocorreu quando a vítima, ex-companheira do acusado, ficou com o celular dele após a separação e viu as mensagens, acionando as autoridades.
- Trechos das mensagens mostram o tom direto do estagiário e a proposta de “fazer negócio” em troca de vantagens na academia.
Estagiário de pós-graduação em Direito do Ministério Público do Paraná foi responsável por uma proposta irregular envolvendo um acusado de violência doméstica. Em troca de isenção de mensalidade na academia, ele ofereceu serviços jurídicos da própria mãe ao homem, segundo mensagens reveladas pela vítima.
O caso ocorreu em Pitanga, região central do estado. O estagiário foi afastado no mesmo dia em que o MP soube da negociação, em 5 de março de 2026, e o processo tramita em sigilo. Ainda não há defesa constituída para o ex-estagiário, conforme o MP.
Contexto e andamento
Segundo o MP, o jovem utilizava o acesso à documentação sigilosa do caso para tentar obter vantagem. Ele também mencionou que a eventual cobrança poderia ser substituída pelas mensalidades do treino na academia, aproveitando a relação com a vítima do acusado.
Na comunicação, o estagiário sugeriu que o homem recorra a um advogado particular e afirmou que, caso comprovasse o descumprimento de medidas, haveria uma absolvição. A denúncia foi localizada após a vítima, ex-companheira do acusado, ficar com o celular dele após a separação e ver as mensagens.
As mensagens também indicam que o estagiário oferecia os serviços da própria mãe, que é advogada, como forma de assessoria jurídica para o processo. O caso surgiu a partir da troca de mensagens entre o acusado e o estagiário, que estavam registrados nos autos do processo.
Entre na conversa da comunidade