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Estudo aponta que 85% de chatbots de IA priorizam pré-candidatos à presidência

Estudo aponta que 85% das sete principais ferramentas de IA ranqueiam candidatos, prática proibida pelo TSE, com risco de influenciar voto e demanda auditoria contínua

Tela de celular mostra logotipo do ChatGPT.
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  • Sete ferramentas de IA avaliadas mostraram que 85% ranqueiam ou priorizam candidatos nas respostas a perguntas eleitorais.
  • O estudo, chamado Boca de IA, foi divulgado no Festival 3i e tem como foco as respostas de chatbots a perguntas sobre quem são os candidatos e qual é o melhor para presidente.
  • A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral proíbe que ferramentas de IA ranqueiem, recomendem ou expressem preferência eleitoral.
  • Entre as plataformas analisadas, apenas a MetaAI não organizou listas, já as demais apresentaram ranking ou seleção de nomes; 12% das respostas citaram fontes oficiais, enquanto 55% mencionaram veículos ou pesquisas.
  • O levantamento também apontou alucinações em algumas respostas, com a Perplexity apresentando 15% de imprecisões, o DeepSeek 8% e a MetaAI simulando ausência de informações.

O ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade) aponta que seis dos sete principais chatbots de IA priorizam ou ranqueiam candidatos em respostas a perguntas eleitorais. O estudo será apresentado no Festival 3i e questiona o impacto dessa prática na decisão do eleitor.

Entre os assistentes avaliados estão ChatGPT, Claude, Gemini, DeepSeek, Perplexity, Grok e MetaAI. A maioria organizou nomes em listas hierarquizadas ou em ordem sem critérios explícitos, exceto a MetaAI, que não apresentou ranking claro.

A pesquisa também aponta que apenas 12% das respostas direcionam o usuário a fontes oficiais, enquanto 55% citam veículos de imprensa ou pesquisas eleitorais. Alucinações das IA foram observadas em várias plataformas, com variações na precisão das informações.

Contexto regulatório e desdobramentos

A resolução 23.755/2026 do TSE proíbe que ferramentas de IA ranqueiem, recomendem ou indiquem preferência eleitoral. O estudo, realizado antes da publicação da norma, planeja monitorar mudanças nas respostas das ferramentas ao longo do tempo, com auditorias periódicas.

Karina Santos, coordenadora da pesquisa, ressalta que o posicionamento no topo da resposta pode influenciar a percepção do eleitor. O monitoramento contínuo é visto como necessário para detectar mudanças no comportamento das plataformas.

O estudo destaca ainda que o desafio é mensurar impactos sutis, como a organização de informação e a ênfase em determinados atributos. A pesquisa recomenda maior transparência sobre critérios de resposta e fontes utilizadas pelas IA.

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