- Ministério Público do Paraná denuncia ex-estagiário de direito por oferecer serviços de advocacia da mãe a um acusado de violência doméstica em troca de isenção na mensalidade.
- O acusado era dono de uma academia e o jovem fazia residência técnica no MPPR na época.
- Segundo o MPPR, o estudante sugeriu que atuar dentro da Promotoria poderia favorecer o andamento do processo.
- As irregularidades foram identificadas após a ex-mulher da vítima encontrar as mensagens enviadas pelo residente ao acusado.
- Nesta quarta-feira, 27 de maio, ele foi denunciado por violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual; o processo tramita em sigilo.
Um ex-estagiário de pós-graduação em direito, cuja identidade não foi revelada, é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) de oferecer serviços de advocacia da mãe a um empresário dono de academia, em troca de isenção na mensalidade. Ele atuava como residente técnico no órgão.
Segundo o MPPR, o jovem iniciou a comunicação sugerindo que a atuação dentro da Promotoria de Justiça poderia favorecer o andamento do processo do acusado, que responde por violência doméstica. A intenção, conforme a denúncia, seria captar o possível cliente para o escritório da mãe.
A ex-mulher do acusado encontrou as mensagens após a separação e levou o caso à Promotoria, permitindo a identificação do servidor. Nesta quarta-feira (27/5), ele foi denunciado por violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual. O processo tramita em segredo de justiça.
Investigação e desdobramentos
- O MPPR afirma que houve tentativa de pleitear vantagem para a defesa aproveitando o cargo dentro da promotoria.
- A denúncia aponta que as mensagens indicavam que a posição do jovem na instituição teria potencial para influenciar o desfecho do caso.
- O recebimento da denúncia ocorre em meio a investigações já em andamento sobre condutas de agentes públicos envolvendo privilégios e acesso a processos.
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