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Flávio Bolsonaro comemora decisão dos EUA sobre CV e PCC

Bolsonaro celebra decisão dos EUA de classificar CV e PCC como organizações terroristas; aliados veem uso estratégico para pressionar Lula na eleição

Flávio Bolsonaro no Aeroporto de Brasília nesta quinta (28), após a viagem aos Estados Unidos em que foi recebido por Trump
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  • Flávio Bolsonaro comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas.
  • Ele compartilhou a publicação de Marco Rubio e escreveu “Grande dia”; Rubio afirma que as organizações são as mais perigosas do Brasil.
  • Flávio já havia pedido a designação ao presidente dos EUA, Donald Trump, e Rubio parecia favorável, segundo o senador.
  • A estratégia é apresentada por aliados como forma de desgastar o presidente Lula na eleição, já que o governo é contrário à medida.
  • O governo teme que a rotulagem possa justificar intervenção norte-americana no território brasileiro e expor empresas e o sistema financeiro a medidas unilaterais.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou nesta quinta-feira a decisão dos Estados Unidos de classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. A celebração ocorreu após o pré-candidato retornar de uma viagem aos EUA, onde foi recebido pelo ex-presidente Donald Trump.

O senador compartilhou uma publicação de Marco Rubio, do Departamento de Estado norte-americano, afirmando que as facções são, segundo o governo dos EUA, as mais perigosas do Brasil. Flávio destacou que a medida terá alcance regional.

Antes da viagem, Flávio já havia pedido a Trump que as organizações fossem oficialmente designadas como terroristas. A análise interna de aliados é de que a rotulação pode impactar o cenário político interno, com o objetivo de pressionar o governo de Lula (PT).

A posição do governo brasileiro, que é contrário à classificação no momento, tem sido de cautela. Autoridades avaliam riscos de possíveis intervenções externas no território nacional ou de impactos sobre empresas e o sistema financeiro.

A discussão envolve ainda o interesse de uma postura de segurança nacional dos EUA e a estratégia de desgastar a atuação política de Lula na contemporaneidade. A novidade sinaliza alinhamentos entre o grupo de Flávio e aliados norte-americanos em torno do tema.

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