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Gilmar Mendes suspende julgamento da Lei da Ficha Limpa; 2×0 para veto

STF trava flexibilização da Lei da Ficha Limpa; Mendes adia o julgamento por noventa dias após dois votos pela suspensão

O ministro do STF Gilmar Mendes durante entrevista à Folha
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  • O ministro Gilmar Mendes suspendeu o julgamento da Lei da Ficha Limpa, ao pedir vista no STF nesta quinta-feira (28).
  • Já houve dois votos contra a flexibilização: o da relatora, Cármen Lúcia, e o do ministro Luiz Fux.
  • O plenário virtual registra votos sem discussão; o decano da corte terá 90 dias para apresentar seu voto, com os demais ministros ainda sem manifestação.
  • A proposta em análise, aprovada pelo Senado, altera a contagem da inelegibilidade para oito anos a partir da condenação.
  • A decisão pode impactar candidaturas de ex-governadores do Rio de Janeiro e de outras autoridades citadas no caso.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu nesta quinta-feira, 28, o julgamento sobre alterações na Lei da Ficha Limpa. O pedido de vista adia a decisão sobre a flexibilização apresentada pelo Congresso.

Relatora do caso, Carmen Lúcia votou pela restauração da redação anterior, que amplia o prazo de inelegibilidade. Luiz Fux acompanhou a relatora sem apresentar voto por escrito até o momento.

A decisão impacta possíveis candidaturas de ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, além de José Roberto Arruda, do Distrito Federal, e Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara. O STF discute se houve retrocesso na norma.

Situação no STF

Decano da corte, Gilmar Mendes terá 90 dias para devolver o processo com seu voto, garantindo prazo para que os demais ministros se manifestem. A pauta permanece no plenário virtual, onde os votos são registrados sem debates.

Até o momento, ainda não houve manifestação de Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Flávio Dino e Kassio Nunes Marques. A análise começou em 22 de maio e iria até esta sexta-feira, 29.

O plenário virtual registra votos de forma discursiva, sem sessões presenciais. A ministra Carmen Lúcia argumenta que as alterações podem indicar impunidade ou anistia, comprometendo a probidade e a moralidade pública.

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