- Câmara aprovou o fim da escala 6 X 1, com teto de 40 horas semanais, duas folgas remuneradas e transição de 14 meses; o texto segue para análise do Senado.
- Representantes do governo divulgaram mensagens de comemoração nas redes, destacando a “dignidade dos trabalhadores”.
- Parlamentares de diferentes siglas elogiaram a decisão, apontando como conquista da classe trabalhadora.
- Durante a votação, surgiu a ideia de destacar a proposta de Erika Hilton, que reduz a jornada para 36 horas, enquanto o texto base previa 40 horas; governo informou que mudanças devem ocorrer no Senado.
- A atuação de apoiadores e a pressão popular foram ressaltadas como fator para a continuidade da tramitação da matéria.
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a extinção da escala 6 X 1, com a adoção de uma jornada de 40 horas semanais, duas folgas remuneradas e uma transição de 14 meses. O texto sai da Câmara e segue para análise do Senado. A proposta foi costurada pelo deputado Leo Prates, com participação do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sugestão aponta teto de 40 horas semanais, um ganho para trabalhadores, acompanhado de duas folgas remuneradas. A transição de 14 meses deve permitir ajustes para empresas e trabalhadores. O conteúdo será apreciado pelo Senado após a passagem pela Câmara.
A atuação do governo e de parlamentares governistas ficou marcada por divulgação de mensagens públicas em redes sociais, com vídeos de apoio à mudança na jornada. A estratégia foi alvo de críticas de oposição e de representantes de partidos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Reações de apoiadores e críticas
Líder do Governo na Câmara afirmou que a medida aproxima a pauta de trabalhadores de suas demandas. Diversos parlamentares de diferentes legendas, entre eles ex-ministros e figuras de atuação histórica no tema trabalhista, celebraram a aprovação.
Defensores da mudança destacam que a redução da jornada pode impactar positivamente a qualidade de vida e a produtividade. Críticos da proposta apontam impactos para o mercado e para encargos trabalhistas durante o período de transição.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a São Paulo, Haddad, comentou pela rede social que o enfrentamento a entraves aos direitos trabalhistas fez parte do processo. Outros apoiadores lembraram que a mobilização da classe trabalhadora foi decisiva para a tramitação.
Parlamentares de partidos de esquerda e de centro-esquerda ressaltaram que a aprovação representa avanço para trabalhadores, ao mesmo tempo em que cobraram atuação eficaz do Senado para a continuidade do tema. A liderança do governo reforçou a necessidade de aprovação no Senado.
Contexto e próximos passos
Alguns legisladores destacaram que mudanças adicionais devem ocorrer no Senado, onde ainda não há acordo sobre o tamanho da redução. A expectativa é de nova análise antes de vigorar, condicionada a negociações e possíveis alterações no texto.
A Câmara aprovou ainda a possibilidade de o Senado propor alterações, com a ideia de manter a maioria dos pontos aprovados pela Casa. A tramitação segue sob supervisão de comissões e de lideranças, sem previsão de data para conclusão.
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