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Governo pode multar iFood em R$ 14 milhões por não detalhar preços

Senacon instaura processo contra iFood e Keeta por não detalhar composições de preços; defesa em vinte dias pode resultar em multa de até 14 milhões de reais

Escalado por Lula para lidar com entregadores, Boulos participou de coletiva da Senacon que anunciou avanço contra plataformas. (Foto: Ailton de Freitas/MJSP)
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  • A Secretaria Nacional do Consumidor converteu averiguações contra iFood e Keeta em processos administrativos sancionadores por descumprirem a Portaria 61/2026, que exige detalhar o valor pago pelo consumidor.
  • A medida foi anunciada na terça-feira, 27 de maio, por Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência) e por Ricardo Morishita Wada (secretário nacional do Consumidor); as plataformas têm 20 dias para apresentar defesas e as multas podem chegar a R$ 14 milhões.
  • A norma determina a apresentação, de forma clara e adequada, do que é pago ao restaurante, ao motorista e do que é recolhido pela plataforma.
  • O iFood afirma que a portaria foi editada sem diálogo técnico e que já protocolou cinco pedidos de reunião desde fevereiro, sem retorno; a Keeta permanece aberta à manifestação.
  • O iFood diz estar implementando as adequações necessárias e busca diálogo técnico com a Senacon para a implementação da norma; a instituição já recebeu as solicitações de reunião sem resposta.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu processos administrativos sancionadores contra as plataformas de entrega iFood e Keeta por descumprirem uma portaria de março que determina o detalhamento do valor pago pelo consumidor. A medida foi anunciada em coletiva na terça-feira, 27 de maio de 2026, pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pelo secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada. As plataformas têm 20 dias para apresentar defesas, e as multas podem chegar a 14 milhões de reais.

A norma obriga a apresentação, de forma clara e ostensiva, do que é pago ao restaurante, ao motorista e do que é recolhido pela plataforma. A fiscalização teria começado logo após o encerramento do prazo de 30 dias para adequação. A decisão sinaliza a intensificação de ações de transparência para o setor de entregas no país.

A atuação ocorre após denúncias de que as plataformas não detalham os preços de forma suficiente ao consumidor, conforme a portaria 61/2026. A regulamentação exige que os componentes das tarifas sejam exibidos de maneira compreensível no app e nos recibos.

Posição das plataformas

O iFood informou que está em processo de implementação das adequações necessárias para atender à Portaria 61/2026 e reiterou o compromisso com a conformidade e a transparência. A empresa afirma que a norma demanda alterações relevantes na arquitetura de sistemas, no aplicativo e em fluxos de informação, e que tem buscado diálogo com a Senacon desde fevereiro, sem retorno até o momento.

A Keeta também foi contatada pela imprensa para manifestação. O veículo Gazeta do Povo indicou que o espaço segue aberto para ouvir a plataforma, que ainda não enviou posicionamento público detalhado para esta reportagem.

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