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IA da Pax, empresa brasileira, atrai capital dos EUA para segurança pública

Pax amplia uso de IA pela polícia no Brasil; em Luziânia, queda de 27% nos crimes nos seis meses após implantação

Embora tenha operado discretamente, a startup começou a atuar em mais de 30 cidades de três estados do Centro-Sul do Brasil (Foto: Governo de Goiás)
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  • Pax é uma startup brasileira de IA de São Paulo que planeja ampliar sua atuação no Brasil após levantar US$ 40 milhões, com apoio de Greenoaks Capital Partners e Benchmark Capital Advisors.
  • O software analisa imagens de câmeras de vigilância, busca pessoas e veículos, reconstrói trajetos e detecta pistas em minutos, sendo descrito como “um ChatGPT para a polícia”.
  • A empresa já atua em mais de trinta cidades de três estados do Centro-Sul, com cerca de sessenta funcionários e uso de IA pública combinada a camadas proprietárias treinadas com dados brasileiros.
  • Em Luziânia, Goiás, a plataforma alimenta mais de cem câmeras; a criminalidade caiu 27% nos seis meses seguintes e houve aumento de 59% na percepção de segurança entre moradores.
  • O estado de Goiás usa a tecnologia como referência de policiamento, e o governo federal anunciou, recentemente, um pacote de R$ 11 bilhões para combate ao crime organizado.

A Pax, startup brasileira de IA voltada para segurança pública, planeja acelerar a expansão no Brasil. A empresa, com sede em São Paulo, atraiu investimento de US$ 40 milhões e mira uso mais amplo da tecnologia no combate a crimes urbanos. A aposta reforça a atuação do setor de IA no país.

A solução da Pax analisa imagens de câmeras de vigilância, reconstrói trajetos, identifica veículos e pessoas, e cruza ocorrências para gerar pistas em minutos. Pesquisas permitem inserir dados do crime para orientar buscas e mapeamentos.

A empresa afirma usar modelos públicos de IA apenas em parte, adicionando camadas proprietárias e treinando com dados brasileiros. A estratégia, segundo a Pax, possibilita nível de detalhe útil a investigadores em campo.

Investimento e expansão

A Pax recebeu US$ 40 milhões em rodada inicial anunciada em 2025, liderada pela Greenoaks Capital Partners e Benchmark Capital Advisors. O aporte vem de firmas do Vale do Silício ativas em tech companies.

A startup já atua em mais de 30 cidades de três estados do Centro-Sul. O time soma cerca de 60 profissionais, majoritariamente engenheiros dedicados ao núcleo de IA.

A plataforma foi implementada pela primeira vez em Luziânia, Goiás, com mais de 100 câmeras conectadas. Dados da empresa indicam queda de 27% nos crimes em seis meses e aumento de 59% na percepção de segurança entre moradores.

Resultados e uso pela forças de segurança

Segundo o coronel Geyson Borba, da Polícia Militar de Goiás, a plataforma ajudou a identificar suspeitos de homicídio em horas, ao rastrear a rota de um veículo e localizar pessoas envolvidas.

A iniciativa ocorre em meio a debates sobre segurança pública no Brasil. O governo federal anunciou, no início do mês, um pacote de R$ 11 bilhões para combater o crime organizado e fortalecer o policiamento.

A Pax é cofundada por David Peixoto, Phyllipe Medeiros e Fernando Czapski, trazendo experiência de tecnologia e fintech. A equipe afirma que a tecnologia evolui com dados locais para apoiar investigações diárias.

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