- Quarto dia do julgamento da morte de Henry Borel teve atrito no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, quando a juíza Elizabeth Machado Louro interrompeu a sessão após suspeita de que uma advogada acompanhava anotações dos jurados.
- A magistrada mandou a advogada Selma Elizabeth Blum deixar o plenário e disse ter se sentido desrespeitada durante a discussão.
- Integrantes da acusação afirmaram que advogados da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior seriam vistos próximos ao júri.
- A advogada negou irregularidade, disse não ter ligação com as bancadas do julgamento e que suas anotações poderiam ser verificadas; afirmou ainda ter acabado de retirar a carteira da OAB.
- Jairinho e Monique Medeiros são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual; o julgamento pode durar de sete a dez dias, com possibilidade de prisão imediata se condenados a mais de quinze anos.
O quarto dia do julgamento da morte do menino Henry Borel foi marcado por um incidente no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sessão foi interrompida pela juíza Elizabeth Machado Louro após suspeita de que uma advogada acompanhava as anotações feitas pelos jurados. A magistrada determinou que a mulher deixasse o plenário imediatamente e levantou o tom de voz durante o ocorrido.
A advogada envolvida é Selma Elizabeth Blum. Durante a discussão, a magistrada afirmou se sentir desrespeitada pela advogada e pediu a identificação formal da profissional. Integrantes da acusação chegaram a mencionar suposta proximidade de advogados da defesa do ex-vereador com o júri, o que motivou a retirada da advogada do plenário.
Segundo a CNN Brasil, houve gritaria e vaias na plateia durante o episódio. A juíza reforçou que não são permitidas manifestações no plenário. Selma Blum negou irregularidades, disse não manter ligação com as bancadas do julgamento e afirmou que suas anotações poderiam ser verificadas. Ela informou ter acabado de retirar a carteira da OAB e afirmou não estar bisbilhotando informações do júri.
Contexto do julgamento
Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Henry Borel, com 4 anos, morreu após apresentar 23 lesões no apartamento na Barra da Tijuca. A perícia indicou como causa hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.
As defesas negam os crimes. Os advogados de Jairinho sustentam que a morte ocorreu de forma acidental, enquanto a defesa de Monique afirma que ela vivia um relacionamento abusivo e desconhecia as agressões. A acusação aponta autoria de Jairinho e omissão de Monique.
O julgamento é conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro, com um Conselho de Sentença composto por sete jurados. A promotoria estima duração entre sete e dez dias, dada a complexidade do caso e o número de testemunhas. O veredito pode prevêer prisão imediata dos réus, caso haja condenação com pena superior a 15 anos.
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