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Lula comenta que jovens desejam trabalhar 36 horas e ter tempo fora do trabalho

Lula afirma avanço da redução da jornada de 44 para 36 horas, com apoio do Congresso, destacando igualdade salarial e impacto na vida dos trabalhadores

Lula recebeu a presidente surinamese Jennifer Geerlings-Simons
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  • Lula afirmou que o fim da escala 6 X 1 avança e que a geração atual quer trabalhar 36 horas, com tempo para ser feliz fora do trabalho.
  • O governo diz que reduzir a jornada tem apoio do Congresso; a PEC foi aprovada no 1º turno por 472 a 22 e no 2º turno por 461 a 19.
  • O presidente disse que a mudança moderniza as relações trabalhistas e citou a Constituição de 1988 como marco de redução de 48 para 44 horas semanais.
  • Lula também ressaltou a intenção de ampliar políticas de igualdade salarial entre homens e mulheres e melhorar condições de trabalho.
  • Em encontro com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, Brasil e Suriname assinaram 13 atos de cooperação em áreas como defesa, saúde, energia e combate ao tráfico de pessoas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as discussões sobre a redução da jornada de trabalho avançam, com apoio do Congresso. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, após reunião com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Planalto. O tema envolve o fim da escala 6 X 1 e a possibilidade de jornada menor para ampliar qualidade de vida.

Lula destacou que o governo trabalha para reduzir a jornada semanal com respaldo do Legislativo. A proposta foi colocada em prática após votar no Congresso, com apoio de deputados e senadores. O objetivo é substituir a escala atual por um regime mais curto, preservando empregos.

O chefe do Executivo afirmou que a medida representa dignidade aos trabalhadores e que o país precisa modernizar as relações laborais. Ele lembrou que a última grande mudança ocorreu na Constituição de 1988, quando houve recuo da jornada de 48 para 44 horas.

A fala aconteceu durante a coletiva após a reunião com a presidente do Suriname, no Palácio do Planalto, que selou cooperação entre os dois países. Foram assinados 13 atos em áreas como defesa, segurança pública, saúde, comércio e energia.

Visita do Suriname

Entre os acordos, está um memorando de entendimento para operações militares na faixa de fronteira. Brasil e Suriname também firmaram cooperação para combate ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes, além de parcerias em cibersegurança, gestão de desastres e desenvolvimento social.

O texto final do relator, deputado Leo Prates, foi levado ao governo na véspera para alinhamento. O Planalto conseguiu estabelecer um período de transição de 60 dias para a implementação das mudanças, visando entrar em vigor antes das eleições de outubro.

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