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Lula e Alckmin atuam para resolver impasse na chapa de Haddad em SP

Lula e Alckmin pressionam acordo em São Paulo; PSB exige gesto a Márcio França e mantém Tebet e França no Senado

Tebet, Haddad, Alckmin e Lula durante visita à Fábrica de Medicamentos da Bionovis, em Valinhos - SP — Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • Lula e Alckmin trabalham para resolver o impasse na chapa de Haddad em São Paulo, envolvendo Tebet, França e Marina Silva.
  • O PSB quer manter Simone Tebet como senadora e pressiona por um gesto a Márcio França, como indicar ministério se ele desistir da candidatura ao Senado.
  • França busca respeito e sugere ficar com a suplência de Tebet ou Marina, ou com a vice de Haddad, dependendo de um gesto político de Lula.
  • O PSB avalia manter Tebet e França como pré-candidatos ao Senado, mesmo com a possibilidade de retirar o nome de França em algumas semanas.
  • Marina Silva e a federação Rede-Psol defendem que a segunda vaga ao Senado vá para Marina, com Tebet ocupando a outra vaga, conforme acordos entre as siglas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin atuam diretamente nas negociações da chapa do PT ao governo de São Paulo, liderada por Fernando Haddad. O foco é resolver o impasse entre Haddad, Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB) pela vaga ao Senado.

O PSB quer manter Tebet no Senado e pressiona por um gesto a França para que ele desista da disputa. Lula, Alckmin e o presidente nacional do PSB, João Campos, discutiram a composição em reunião realizada nesta quinta-feira, 28, em São Paulo, também tratando do palanque em Minas Gerais.

O impasse envolve a possibilidade de França ficar com a suplência de Tebet ou Marina Silva (Rede), ou com a vice de Haddad, dependendo do desfecho das conversas. A expectativa é de que França possa ganhar um ministério como compensação.

Negociações em São Paulo e Minas Gerais

Dirigentes do PSB avaliam que houve falha de comunicação desde a saída de França do governo federal para concorrer. França tem forte influência no PSB paulista, onde o comando fica com seu filho, Caio França. Em 2018, França foi governador interino de São Paulo por oito meses.

França teve votação expressiva em 2018 ao tentar a reeleição no Estado, ficando em segundo no primeiro turno e perdendo o segundo turno para Doria. Seu desempenho reforçou sua influência dentro do diretório paulista do PSB. Em 2022, foi candidato a governador, mas retirou a candidatura a pedido de Lula.

Enquanto o aceno a França não se consolida, o PSB cogita manter Tebet e França como pré-candidatos ao Senado, com a possibilidade de retirada de França nas próximas semanas. A Rede-Psol defende que Marina Silva ocupe a segunda vaga ao Senado.

Posições e perspectivas

A assessoria de Marina Silva informou que a candidatura ao Senado em São Paulo permanece em discussão, com definição a depender de diálogo entre as siglas. Marina defende que o PSB ocupe uma vaga, e a Rede-PSOL a outra, mantendo o campo democrático próximo a Lula e Haddad.

Haddad afirmou ter mantido contatos com Alckmin e Lula sobre a composição, ressaltando que a vice pode buscar apoio de setores de centro-direita, como o agronegócio. Caso não haja esse apoio, França ou Marina seriam opções para a vice.

O principal concorrente de Haddad em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), já definiu a chapa e faz pré-campanha. Na vice, Tarcísio mantém Felicio Ramuth (MDB). Para o Senado, são cotados Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

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