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Metade do Senado assina a PEC do horário flexível

PEC do horário flexível avança no Senado com assinatura de quase metade da Casa; contrato individual prevalece sobre acordos, com pagamento por horas efetivas e benefícios proporcionais

“PEC do horário flexível” foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (na foto) e teve 40 assinaturas
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  • A PEC do horário flexível, apresentada pelo senador Rogério Marinho, permite que trabalhador e empregador escolham entre o regime tradicional da CLT e um modelo baseado em horas, com pagamento pelas horas efetivamente prestadas.
  • O contrato individual prevalece sobre acordos coletivos, e benefícios como FGTS, férias e 13º salário seriam calculados proporcionalmente à carga horária cumprida.
  • A PEC já reuniu cerca de quarenta assinaturas no Senado, o que representa quase metade da Casa; entre os signatários aparecem nomes como Damares Alves, Flávio Bolsonaro, Sérgio Moro e outros membros do Congresso.
  • O relator da PEC do fim da escala 6 X 1 deve ficar responsável pela análise da proposta de flexibilização da jornada; ainda não há definição.
  • Na Câmara, a PEC que muda a escala de trabalho de 6 X 1 para 5 X 2 e reduz a jornada de 44 para 40 horas recebeu aprovação em 1º e 2º turno e seguiu para o Senado.

A proposta conhecida como “PEC do horário flexível” foi protocolada no Senado pelo senador Rogério Marinho e já reunira o apoio de várias siglas. O texto aponta a possibilidade de trabalhadores e empresas optarem entre a jornada tradicional da CLT ou um modelo baseado em horas efetivamente trabalhadas. Nessa alternativa, o pagamento seria proporcional àquilo que de fato foi faturado pela empresa.

O relator da PEC do fim da escala 6 X 1, ainda não definido, deve tratar também da flexibilização da jornada, segundo a assessoria da CCJ. O texto define que o contrato individual prevalecerá sobre acordos coletivos, com benefícios como FGTS, férias e 13º salário calculados conforme a carga horária cumprida.

Assinaturas da PEC do Horário Flexível

  • Rogerio Marinho (PL-RN)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Marcos Rogério (PL-RO)
  • Hermes Klann (PL-SC)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
  • Wilder Morais (PL-GO)
  • Jayme Bagattoli (PL-RO)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Dr. Hiran (PP-RR)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Sérgio Moro (PL-PR)
  • Romário (PL-RJ)
  • Angelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Efraim Filho (PL-PB)
  • Dra. Eudócia (PSDB-AL)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Roberta Acioly (Republicanos-RR)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Cleitinho (Republicanos-MG)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Jayme Campos (União Brasil-MT)
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

Câmara aprovou a PEC

Na quarta-feira, 27 de maio, a Câmara aprovou a mudança da escala 6 X 1 para 5 X 2 e reduziu a jornada de 44 para 40 horas semanais. O texto seguiu para análise do Senado, após votação em 1º e 2º turnos com ampla maioria.

A aprovação na Casa ocorreu com 472 votos a favor e 22 contra no 1º turno, e 461 a 19 no 2º turno. A PEC depende de nova apreciação no Senado para seguir adiante.

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