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Paradoxo: uísque de Vorcaro a poderosos é crime em Nova York, não em Londres

Degustações de uísque bancadas por Vorcaro, em Nova York, apontam crime; em Londres, o episódio é tratado como republicano

Vorcaro inovou nos métodos e criou um novo capítulo de corrupção na enciclopédia nacional de sacanagem (Foto: GI/Getty Images)
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  • A Polícia Federal investiga fraude do Banco Master e usa uma degustação de uísque em Nova York, bancada por Daniel Vorcaro, para evidenciar o envolvimento do então governador do Rio, Cláudio Castro, com os negócios criminosos.
  • Em Nova York, a degustação é apresentada como indício de crime, com relatório policial.
  • Em Londres, semanas antes, Vorcaro patrocinou outra degustação de uísque para figuras da República, evento que, até o momento, é tratado pela PF como republicano.
  • A PF afirma que Vorcaro usava o esquema de “boca-livre” para corromper e cooptar pessoas que poderiam prestar serviços ao seu empreendimento, e o desafio é separar as diferenças entre os eventos de Londres e Nova York.
  • A explicação inicial é que a bebedeira de Vorcaro coincidiu com apontes milionários do Rioprevidência ao banqueiro; em Londres, a troca de favores ainda não está delineada.

O paradoxo de Vorcaro: degustações de uísque para poderosos geram investigações na operação que envolve o Banco Master. A PF aponta que eventos internacionais, financiados pelo Banqueiro Daniel Vorcaro, teriam sido usados para aproximar autoridades e facilitar o esquema fraudulento. As ações ocorriam em Nova York e em Londres, segundo apurações.

A investigação envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, ligado aos desdobramentos das fraudes que teriam custado bilhões aos cofres do Rioprevidência. Em Nova York, a degustação de uísque financiada por Vorcaro é citada como evidência do grau de comprometimento com os negócios criminosos do Banco Master. Em Londres, outra degustação ocorreu semanas antes, para figuras públicas da República, ainda sem delineamento claro de relação com os crimes.

Paradoxo entre duas capitais

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro utilizava o método de relacionamento informal, com “boca-livre”, para facilitar contratos e serviços para o esquema. O contraste é que, em Nova York, a ação é tratada como indício de crime, com relatório oficial, enquanto em Londres o evento não tem a mesma leitura até o momento.

A PF busca estabelecer se houve troca de favores entre os eventos no exterior e o repasse de vantagens no Brasil. A explicação preliminar aponta apenas coincidência entre a agenda de Vorcaro e os apontes milionários do Rioprevidência, sem conclusão sobre ligação direta com atos ilícitos.

Avanços e próximos passos

As investigações continuam para esclarecer se houve favorecimento ou contratações ilícitas vinculadas aos encontros em Nova York e Londres. A PF ressalta que o objetivo é mapear a cadeia de pagamentos, recursos e pessoas envolvidas, com foco em evidências que possam sustentar eventual responsabilização. O caso permanece em apuração, sem decisão final sobre responsabilizações.

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