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PEC que encerra escala 6×1 garante mais tempo livre sem reduzir salário

PEC que encerra a escala 6x1 vai ao Senado; jornada passa de 44 para 40 horas semanais com duas folgas, sem redução salarial, em até 14 meses

O supervisor de loja, Leandro Dias Rodrigues durante ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania.
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  • A Câmara aprovou a PEC que acaba com a escala 6×1, com 2 dias de descanso por semana e redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
  • Sábado ou domingo trabalhados podem ser compensados; continuam as duas folgas remuneradas por semana em média, no mesmo mês.
  • Trabalhadores com diploma superior e salário igual ou acima de R$ 21.188,87 podem manter a escala 5×2 por negociação, mantendo redução sob acordo.
  • A transição terá até 14 meses; após 60 dias, passa a valer 5×2 e 42 horas; em 14 meses, 40 horas; há distribuição de 2 horas extras por semana.
  • O Senado precisa votar em dois turnos; há regras específicas para microempreendedores, microempresas e terceirizados do poder público, com prazos diferentes de implementação.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. A mudança estabelece duas folgas por semana e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem perder remuneração. A PEC segue para análise do Senado.

O relatório mantém a possibilidade de compensação para categorias com jornadas especiais e exige que, em média, haja duas folgas remuneradas por semana no mês. Trabalhadores com diplomas de nível superior que recebem acima de R$ 21.188,87 podem manter jornadas diferenciadas mediante negociação entre empregador e empregado, desde que a escala 5×2 seja preservada.

A proposta também prevê que leis futuras criem medidas de mitigação para microempreendedores, microempresas e pequenas empresas. A transição inclui regras específicas para o setor público e para os trabalhadores acima do teto citado, conforme detalhado a seguir.

Transição e prazos

Caso aprovada pelo Senado, a implementação ocorrerá em até 14 meses. Trabalhadores terceirizados da administração pública terão regra de transição diferente, para evitar interrupção de serviços essências.

Para a maioria dos trabalhadores, a partir de 60 dias após a promulgação, as empresas deverão cumprir a escala 5×2 e reduzir a jornada para 42 horas semanais. Em 14 meses, a jornada cai para 40 horas, mantendo 5×2.

Entre o 2º e o 14º mês, o empregador poderá distribuir 2 horas extras ao longo da semana, totalizando 8h24 por dia, se repartidas igualitariamente. Ao final da transição, a jornada máxima será de 8 horas diárias e 40 horas semanais, com hora extra autorizada apenas mediante pagamento adicional.

Diferentes para quem ganha mais de 21 mil

A redução da jornada diária não se aplica aos trabalhadores com diploma superior que recebem acima de 21.188,87 reais, salvo liberalidade do empregador ou acordo coletivo. Nesses casos, a adoção da escala 5×2 continua exigida.

A classificação de chamados “hipersuficientes” permite negociação mais ampla, desde que respeitado o teto de 40 horas semanais. A PEC prevê, ainda, que futuras leis possam prever regimes diferentes, desde que não ultrapassem esse teto.

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