- A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Crédito Corrompido para desarticular um esquema de fraudes envolvendo funcionários do Banco de Brasília (BRB).
- Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens e valores.
- A investigação começou em 2025, após o BRB detectar irregularidades e acionar a polícia, com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e das polícias dos estados.
- A organização criminosa era dividida em cinco núcleos: correspondentes bancários, intermediários, gerentes do BRB Varejo, gerentes do BRB Alta Renda e operadores financeiros.
- Os crimes apurados envolvem empréstimos consignados com documentos falsos (evasão de critérios) e créditos milionários sem critérios técnicos, com propina, com penas máximas que podem chegar a trinta anos de prisão.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a operação Crédito Corrompido. A ação investiga fraudes envolvendo funcionários, gerentes e correspondentes do BRB em empréstimos consignados e crimes contra a administração pública.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Justiça manteve o bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens e valores, apreendidos em empresa de fachada usada para lavagem de propina.
A investigação conta com apoio do MPDFT e das polícias civis de SP e RJ. O caso surgiu em 2025, quando o BRB informou irregularidades e acionou a polícia.
Estrutura da organização criminosa
O grupo operava em cinco núcleos: correspondentes bancários, intermediários, gerentes do BRB Varejo, gerentes do BRB Alta Renda e operadores financeiros. As ações eram em duas frentes principais.
Em empréstimos consignados, correspondentes atraíam clientes através de redes sociais, falsificavam documentos e contracheques, e gerentes do BRB validavam os papéis. Criminosos cobravam 30% sobre o valor liberado ou desviavam o dinheiro.
Nos créditos milionários, gerente(s) liberavam grandes volumes de crédito sem critérios técnicos para operadores financeiros, em troca de propina.
Os investigados respondem por peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As penas máximas podem chegar a 30 anos de prisão.
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