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Político acusa evangelistas de vigaristas e proíbe pregação no metrô de Madri

Deputado do Más Madrid pede proibição de evangelização no metrô de Madri, chamando evangelistas de golpistas de seita e de infligirem incômodo aos passageiros

Emilio Delgado. (Foto: Reprodução/YouTube/Diario Público).
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  • Deputado Emilio Delgado, do Más Madrid, chamou evangelistas que pregam no metrô de Madri de “vigaristas” e pediu proibição da evangelização no transporte público.
  • A crítica ocorreu em 14 de maio, na Assembleia de Madri, com acusações de que a pregação incomoda passageiros e que os pregadores entram nos vagões para importunar e sequestrar pessoas.
  • Delgado afirmou que a atividade envolve uma “seita” ligada ao movimento MAGA e a Donald Trump, descrevendo os evangélicos como ultraconservadores socialmente e ultraliberais economicamente.
  • O ministro Jorge Rodrigo disse que já existem normas para manter a convivência no metrô e questionou a motivação do pedido, alegando que a reação também envolve cristãos.
  • Dados oficiais indicam crescimento de igrejas evangélicas na Espanha: 4.763 templos em 2025, com Catalunha (1.010), Madri (855), Andaluzia (744) e Comunidade Valenciana (510) liderando.

Emílio Delgado, deputado do partido Más Madrid, gerou polêmica ao criticar pregadores evangélicos que atuam no metrô de Madri. Em atuação na Assembleia Regional, ele chamou os evangelistas de vigaristas de seita e afirmou que eles sequestram as pessoas.

Segundo o parlamentar, a presença desses pregadores no transporte público estaria deteriorando a convivência na cidade. Ele relacionou o movimento a correntes extremistas e disse que os supostos milagres usados para atrair fiéis irritam passageiros e perturbam a rotina do metrô.

Delgado pediu à presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, alterações nos regulamentos do metrô para proibir esse tipo de evangelização. A proposta visa impor controles maiores sobre atividades religiosas no espaço público de Madri.

Jorge Rodrigo, ministro da Habitação, Transportes e Infraestrutura, respondeu dizendo que já existem normas para impedir perturbações no transporte público. Conforme o ministro, a crítica atingiu uma parcela específica de cristãos, o que não justificaria mudanças amplas.

O ministro afirmou que medidas contra comércio ilegal, perturbação da ordem pública e comportamentos que perturbem a convivência já são aplicadas, incluindo casos de pregadores que incomodem viajantes. A gestão destacou a necessidade de convivência pacífica no metrô.

Dados sobre a fé revelam crescimento das igrejas evangélicas na Espanha nos últimos anos. Um relatório de 2025 aponta 4.763 templos evangélicos no país, com a Catalunha abrigando 1.010 locais, seguida por Madri com 855, Andaluzia e Valenciana completando o quadro.

O tema de regulamentação religiosa em espaços públicos permanece sensível. Autoridades destacam que a lei já abrange condutas que perturbam a ordem, enquanto parlamentares defendem ações específicas para o transporte público.

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