- O PT enfrenta dificuldade em construir uma sucessão para o presidente Lula, segundo o consultor Felipe Soutello.
- Lula segue em posição de vantagem para 2026, com pesquisas indicando melhora na avaliação do governo e queda de apenas considerar péssima a gestão.
- Soutello aponta que o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes, envolvendo os três poderes, o que torna o cenário imprevisível.
- A terceira via aparece como movimento para futuras eleições, com o MBL sendo destacado pela transformação em partido formal e disciplina, e Renan Santos tendo desempenho relevante nas simulações contra Lula.
- Em relação à corrupção, Soutello afirma que o tema pode favorecer Lula, enquanto escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro representam risco maior para a imagem do candidato do PL, especialmente entre jovens.
O PT encara o desafio de construir uma sucessão para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, independentemente do resultado das eleições de 2026. A avaliação é de Felipe Soutello, consultor político, em entrevista ao CNN 360°.
Para Soutello, Lula é uma liderança histórica da esquerda, mas o partido precisa enfrentar a dificuldade de desenhar um nome que substitua o atual presidente. A análise aponta que o tema da sucessão estará presente no debate interno do PT.
Apesar do desafio, o consultor acredita que Lula parte em vantagem para 2026, citando melhoria na avaliação do governo e queda de avaliações negativas. Segundo ele, números indicam avanço que favorece a atual gestão.
O cenário político é descrito como instável por Soutello, que afirma existir uma crise institucional com os três poderes envolvidos em um único momento. Ele ressalta a necessidade de explicações claras sobre o que ocorre no país.
Terceira via e o papel do MBL
Ao falar da força da chamada terceira via, o consultor vê espaço para alternativas futuras e destaca o MBL como exemplo de amadurecimento partidário, com atuação mais estruturada.
Renan Santos, segundo ele, apareceu como o único nome a crescer em cenários de segundo turno nas simulações recentes, especialmente entre o eleitorado jovem. O foco parece estar na construção de novas opções para o longo prazo.
Corrupção e impacto sobre candidatos
Sobre o tema corrupção, Soutello aponta que a pauta pode favorecer Lula, por já estar precificada em sua imagem. Em relação a Flávio Bolsonaro, ele cita maior risco caso surjam escândalos, que não foram amplamente testados pela oposição até aqui.
O analista indica ainda que jovens registraram maior desgaste de Flávio Bolsonaro diante de episódios ligados ao Banco Master e a um filme ligado ao tema, o que pode influenciar a percepção desse candidato entre esse público.
Entre na conversa da comunidade