- II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma, às 10h30 de quinta-feira (28), o julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, no quarto dia de oitivas sobre a morte de Henry Borel.
- Hoje devem depor ex-companheiras de Jairinho — Kaylane, Natashi, Débora — e uma quarta mulher identificada como Leila; estas testemunhas relatam episódios de violência anteriores.
- A defesa de Jairinho tem o retorno do advogado principal, que havia sofrido um infarto nos dias anteriores ao início do júri.
- Segundo a acusação, Jairinho desferiu as agressões que resultaram em vinte e três lesões e na morte da criança; Monique Medeiros é acusada de omissão diante das torturas para manter o relacionamento com o ex-vereador.
- No terceiro dia, a pediatra Dr. Maria Cristina de Souza afirmou que Henry chegou já sem vida ao hospital; o IML apontou hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, descartando acidente doméstico. Os jurados são sete e o julgamento pode durar de sete a dez dias; em caso de condenação acima de quinze anos, há possibilidade de prisão imediata.
O II Tribunal do Júri do Rio retomou, às 10h30 desta quinta-feira (28), o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros. É o quarto dia de oitivas sobre a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. A decisão envolve o Ministério Público e a defesa técnica.
Depoimentos previstos para hoje envolvem ex-companheiras do ex-parlamentar e a ex-enteada Kaylane, que relatou agressões, além das ex-namoradas Natashi e Débora. Leila também será ouvida pelo Conselho de Sentença. A defesa conta com o retorno do advogado principal, que retomou os trabalhos após ter sofrido infarto nos dias anteriores ao início do júri.
Retrospecto e perícias
No terceiro dia, a pediatra Maria Cristina de Souza afirmou que Henry já chegou sem vida ao hospital e que manobras de ressuscitação duraram cerca de 50 minutos sem sucesso. Os ferimentos observados são compatíveis com imagens do elevador do condomínio onde os réus moravam. A investigação, conduzida pelo delegado Henrique Damasceno, classificou as primeiras versões como divergentes. A perícia do IML indicou hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, descartando acidente doméstico.
Dinâmica do julgamento
Sete jurados irão decidir o destino dos réus. A sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro e tem duração prevista entre sete e dez dias. Caso haja condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar prisão imediata dos réus ainda no tribunal.
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