- Uma estudante de turismo, hoje com 18 anos, relatou ao 2º Tribunal do Júri que Jairinho seria o autor de agressões ocorridas na infância durante o relacionamento da mãe com o réu.
- Ela descreveu violência física desde os sete anos, como tapas, socos na cabeça e torções nos braços, e afirmou que, em uma piscina, o homem a afundava na água com o pé; negou abusos sexuais, mas disse haver pressão para manter o silêncio.
- O depoimento aponta medo constante e segredo mantido por longos anos, que só foi revelado à mãe e à avó aproximadamente um ano após o término do relacionamento, impulsionado por um programa de televisão com história similar.
- A mãe, Natasha Machado, disse ter percebido que não havia lesões na época, desligou o contato com o ex-vereador e chegou a desconfiar de ter sido dopada; mãe e filha teriam decidido revelar o caso juntas.
- A sessão teve atraso por atendimento médico a um jurado; o caso envolve o falecimento de Henry Borel em março de 2021, com o Ministério Público e a Polícia Civil apontando agressões do político, enquanto Monique Medeiros responde por omissão, com sete jurados e 27 testemunhas.
O julgamento do caso Henry Borel chegou ao quarto dia no Rio de Janeiro, com depoimentos que trouxeram à tona episódios de violência na infância. Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, 18, relatou aos jurados o sofrimento vivido na relação entre sua mãe e Jairinho, que teria lhe causado agressões físicas quando era criança.
Segundo a jovem, o convívio com Jairinho começou aos três anos, quando Natasha de Oliveira Machado iniciou o relacionamento. As agressões teriam ocorrido principalmente entre os sete e os anos seguintes, envolvendo tapa, socos na cabeça e torções nos braços. Em uma época, a testemunha afirmou ter sido afundada na água, com o pé sobre a barriga, até tocar o fundo da piscina.
A estudante afirmou que não houve abuso sexual, mas que as agressões eram acompanhadas de pressão para manter o silêncio. O medo se manteve presente, com pânico ao ver o carro do padrasto chegar à residência. O relato foi revelado à mãe e à avó aproximadamente um ano após o término do relacionamento, motivado por um programa de televisão com história semelhante.
Natasha Machado confirmou, em depoimento, que não percebeu lesões na filha durante o relacionamento e disse ter encerrado o contato com Jairinho assim que soube das agressões. A mãe também mencionou suspeitas de ter sido dopada pelo ex-companheiro, e que decidiu buscar apoio junto a Leniel Borel, pai de Henry, após a parceria entre mãe e filha.
A sessão retomou com o advogado de defesa Fabiano Lopes, afastado após ser vítima de um infarto. Os trabalhos começaram por volta de 10h30, após atraso causado pelo mal-estar de um jurado que recebeu atendimento médico. O júri analisa a responsabilidade pela morte de Henry, em 2021. O Ministério Público e a Polícia Civil atribuem o óbito às agressões por Jairinho; Monique Medeiros é acusada de omissão. Ao todo, sete jurados ouvirão 27 testemunhas.
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