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Trump reabre ação de US$10 bi contra WSJ por reportagem sobre Epstein

Trump reabre ação de difamação contra o Wall Street Journal, buscando $10bn por reportagem sobre ligação com Jeffrey Epstein e carta com assinatura atribuída a Trump

Donald Trump attending a cabinet meeting at the White House on the same day his lawyers refiled a defamation lawsuit against the Wall Street Journal.
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  • Trump reverteu a ação e moveu novamente, pedindo pelo menos $10bn em danos, contra o Wall Street Journal por reportagem sobre supostos laços com Jeffrey Epstein.
  • A ação foi apresentada em um tribunal federal de Miami e cita Rupert Murdoch, Dow Jones, News Corp e o CEO Robert Thomson, além de dois repórteres do WSJ.
  • Os advogados afirmam que o jornal difamou Trump ao descrever uma carta de aniversário a Epstein como assinada por ele; Trump diz que a carta é falsa.
  • O processo anterior foi descartado por o juiz federal ter considerado insuficiente o requisito de “malícia real” para figuras públicas; o pedido foi reformulado.
  • Dow Jones disse ter plena confiança na apuração do WSJ e defenderá firmemente a ação, que ocorre em meio a outros casos de Trump contra veículos de imprensa.

Donald Trump reabriu um processo por difamação com apelo de pelo menos 10 bilhões de dólares contra o Wall Street Journal. A ação diz que reportagens sobre seus supostos vínculos com Jeffrey Epstein mancharam sua reputação ao descrever um cartão de aniversário de Epstein como contendo a assinatura dele. O caso foi reaberto após a vista inicial ser rejeitada por questões legais.

O processo, movido na cidade de Miami, aponta como réus a Rupert Murdoch, Dow Jones, News Corp e seu diretor executivo Robert Thomson, além de dois repórteres do WSJ, Khadeeja Safdar e Joseph Palazzolo. Os advogados de Trump afirmam que as alegações eram falsas e causaram danos financeiros e reputacionais significativos.

Detalhes do novo recurso

O texto da ação amended acusa que, no momento da publicação, os réus teriam agido com indisposição para verificar a veracidade das informações ou evitaram deliberadamente descobrir a verdade. O processo anterior foi rejeitado pelo juiz Darrin P Gayles, que entendeu não haver evidência de malícia real conforme o padrão legal para figuras públicas.

Dow Jones, a editora do WSJ, afirmou ter plena confiança na qualidade da apuração e pretende defender o caso com vigor. A ação também cita a divulgação de Epstein, morto em 2019 numa prisão de Nova York, e o papel que o tema teve no debate público e político nos Estados Unidos.

Contexto e desdobramentos

Trump já moveu ações semelhantes contra outros veículos de imprensa, como The New York Times, BBC e Des Moines Register, que negam as acusações e enfrentam disputas judiciais. As peças legais contra a imprensa refletem um conjunto de ações do presidente contra veículos que, segundo ele, teriam sido críticos a sua pessoa.

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